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Conheça o S&P 500, índice com valor de mercado superior ao PIB dos EUA

Principal cesta de ações norte-americana foi criado em 1957 e historicamente apresenta retorno positivo

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A influência dos mercados acionários dos EUA no restante do mundo financeiro é inegável. É tanto que, quando vigora o horário de verão norte-americano, bolsas em diferentes pontos do planeta mudam seus horários para não haver um descolamento muito grande no período de negociações. O S&P 500 é considerado o termômetro para os mercados acionários do país, mas você sabe o que de fato ele representa?

Criado em março de 1957, esse foi o primeiro índice ponderado por valor de mercado nos EUA, em que são listadas as 500 maiores empresas de capital aberto. Isso significa que tanto ações negociadas na NYSE quanto na Nasdaq estão presentes, e, justamente pelo fato de ser tão amplo, o índice é tido como a referência para o mercado acionário norte-americano. Os principais papéis que compõem o S&P 500 são Apple, Microsoft, ExxonMobil, Johnson & Johnson e Amazon, sendo que o universo de listagens nas duas bolsas inclui cerca de 6.000 empresas.

Índices acionários são muito usados por fundos, ETFs, opções, futuros e outras aplicações como referência de rentabilidade. No caso do S&P 500 não é diferente, e os valores somam cifras surpreendentes. Segundo informações da Standard & Poor’s, cerca de US$ 7,8 trilhões estão atrelados ao desempenho dessa cesta de ativos, o que representa um montante cerca de quatro vezes o PIB anual do Brasil.

Considerando todas as 500 companhias participantes, o valor de mercado soma US$ 19,75 trilhões. Esse montante é superior ao próprio PIB dos EUA divulgado em 2015, quando totalizou US$ 18,04 trilhões, conforme dados divulgados pelo Escritório de Análise Econômica dos EUA (BEA, na sigla em inglês). Os principais componentes são empresas dos setores de Tecnologia da Informação, Financeiro e Saúde, sendo a Apple a maior participante, contabilizando valor de mercado de US$ 571 bilhões.

Para ser incluída, a companhia precisa respeitar determinados critérios, sendo eles: valor de mercado mínimo de US$ 5,3 bilhões; pelo menos 50% das ações disponíveis para serem negociadas; elevados níveis de liquidez; registro de companhia norte-americana; viabilidade financeira, em que o lucro líquido do trimestre mais recente e da soma dos quatro últimos deve ser positiva. A alavancagem também deve ser justificável, comparando-a com os competidores e levando em conta o contexto do modelo de negócio.

Uma vez dentro do índice, a carteira de ações é revisada a cada três meses, e as mudanças sempre vigoram após o pregão da terceira sexta-feira do mês de encerramento do trimestre.

Esse é um investimento muito presente em carteiras de investidores norte-americanos que seguem a estratégia buy and hold, ou seja, para retorno no longo prazo. Isso acontece porque, historicamente, o índice tem apresentado consistentemente bons resultados, mesmo a despeito de crises pontuais. No período dos últimos cinco anos, por exemplo, a variação positiva é de 86%. Se analisarmos os últimos 10 anos, período que inclui a severa crise financeira de 2008, o retorno é de 73%.