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Ao que tudo indica, as regras para a aposentadoria ficarão mais exigentes nesse ano. Por isso, torna-se ainda mais importante começar a pensar agora em investimentos de longo prazo para garantir uma tranquilidade financeira maior no futuro.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já sinalizou que a Reforma da Previdência deve ser apreciada até o final de março pela Câmara e até junho pelo Senado. Se, por um lado a proposta apresentada pelo governo no início de dezembro tem como objetivo equilibrar a sustentabilidade das contas públicas no médio a longo prazo, por outro lado aumenta a pressão sobre os trabalhadores.
As principais mudanças propostas incluem o aumento da idade mínima da aposentadoria para 65 anos, mas chama atenção principalmente pelo tempo de contribuição: se aprovadas as regras, serão necessários 25 anos de contribuição para receber a parcela mínima, chegando à aposentadoria integral apenas após 49 anos de contribuição.
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Para evitar ter que depender da aposentadoria do governo, é importante começar a se preparar o quanto antes, e há diversas alternativas para diferentes perfis de investidores. Para além dos já conhecidos fundos de previdência, Roberto Indech, analista da Rico, sugere o Tesouro Direto para os mais conservadores, buscando títulos públicos com prazos de vencimento mais longos e indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+ para 2035.
Esse título público oferece rentabilidade real, ou seja, protege o investidor das oscilações da inflação e ainda garante um retorno adicional. Na prática, o título público é atualizado pela variação da inflação medida pelo IPCA e prevê a remuneração de uma taxa de juros prefixada. “O prêmio pago pelo governo, ou seja, o ganho real, em torno de 5,5% ao ano, é bastante superior à média do retorno de aplicações em países desenvolvidos”, afirma.
O especialista ainda lembra que o Tesouro Direto apresenta uma importante vantagem ante os fundos de previdência privada: enquanto estes têm taxas de administração muitas vezes elevadas, o que pode corroer os ganhos no longo prazo, os títulos públicos têm custos muito mais baixos e são considerados seguros – como é uma dívida emitido pelo Tesouro Nacional, o pagamento é feito pelo próprio Governo, que, via de regra, é o agente de menor risco do mercado.
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Também conta a favor dessa aplicação o baixo valor de investimento – é possível comprar um título público a partir de R$ 30. A cobrança do Imposto de Renda ocorre de modo regressivo e incide apenas sobre o lucro da aplicação no momento do resgate.
Mas, se o perfil for mais agressivo, há outras opções que podem ser levadas em consideração. A sugestão pelo Tesouro IPCA+ com prazo de vencimento mais longo se mantém, mas a ela se complementam boas oportunidades em fundos de previdência mais agressivos, ou seja, que tenham gestão ativa, ou aplicações no mercado acionário. Para quem quiser aplicar diretamente em ações, a dica é analisar bem e escolher empresas sólidas. “Recomendo empresas já consolidadas, com bom histórico de gestão e de resultados consistentes ao longo do tempo, como Itaú Unibanco, Bradesco, Ambev, Lojas Renner, Lojas Americanas, Ultrapar, entre outras”, afirma.
Essas dicas são válidas para quem ainda tem muito tempo de contribuição. Mas, para os investidores que estão com uma idade mais próxima da aposentadoria, ou seja, próximo dos 50 anos ou acima disso, a sugestão é adotar uma postura mais cautelosa. “A recomendação é mais conservadora, em virtude das mudanças de cenário do nosso país, que podem ser bastante bruscas em um curto espaço de tempo”, diz Indech. Por isso, para manter o poder de compra e ainda oferecer uma rentabilidade real, a sugestão de Indech é aplicar no Tesoruo IPCA+.
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