Longevidade Financeira

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Como administrar o dinheiro e poupar certo para alcançar a longevidade financeira

 

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Todos precisamos aprender como administrar o dinheiro.

Porque temos metas e sonhos, porque imprevistos acontecem e porque ter um amanhã com maior tranquilidade no bolso não tem preço.

Mas poupar certo tem suas regras. Não basta, eventualmente, depositar algum valor na famosa caderneta – embora já seja muito melhor do que terminar o mês no vermelho.

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A sua evolução como poupador exige disciplina e inteligência para ter o controle sobre o dinheiro para que ele nunca falte.

Gosta do tema? Então, está convidado a continuar a leitura.

Neste artigo, vamos não apenas ensinar como administrar suas finanças. Também destacaremos qual método define melhor a quantia que você deve poupar, já de olho no futuro.

Como administrar o dinheiro, aprendendo a poupar

Assim como a água e o tempo, o dinheiro é um recurso que devemos aprender a administrar.

E se a analogia parece estranha, você já vai entender melhor.

Faça uma reflexão: se você consome mais água do que deveria, ou o prejuízo financeiro é alto ou a fonte seca.

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Da mesma forma, caso você não organize seu tempo, o dia acaba e faltam horas.

Com o dinheiro, o raciocínio é exatamente igual: para ser bem aproveitado, sem se esgotar, nem ter perdas, é preciso gerenciá-lo da melhor maneira possível.

Tudo está relacionado à escassez, portanto.

Como o tempo e a água, ele pode escorrer pelas mãos e não mais voltar.

Você, que conhece bem o esforço para fazer cada centavo, não quer vê-lo ir embora assim, não é mesmo?

Então, seu projeto de longevidade financeira deve incluir ganhar mais, gastar bem e investir bem, mas também administrar corretamente o seu dinheiro, poupando certo.

Para isso, aprender a poupar é um dos pilares fundamentais ao sucesso desse projeto.

Mas cuidado para não se confundir, pois fazer poupança é diferente de fazer economia.

Quando falamos em economizar, estamos nos referindo a extrair o melhor custo-benefício possível em uma compra, por exemplo. Tratei disso em um artigo recém publicado no Instituto de Longevidade.

É quando buscamos aquilo que pode ser comprado pelo menor preço e que tenha maior durabilidade – uma negociação que pode ser considerada como a escolha mais econômica tanto no curto, quanto no longo prazo.

Já a poupança é algo diferente. Trata-se de uma reserva financeira que fazemos com um determinado objetivo.

E aqui a palavra objetivo cumpre papel essencial.

Se você quer fazer a compra de uma casa nova, por exemplo, pode poupar dinheiro até chegar ao valor esperado.

Também se deseja fazer uma viagem com a família, um intercâmbio no exterior ou planejar uma aposentadoria tranquila, sem nenhum tipo de aperto financeiro.

Para alcançar esse resultado, até pode ser que economize em algumas outras aquisições, mas essas ações são diferentes.

Por fim, não confunda poupar com a caderneta de poupança – aquela conta bancária que rende juros, de maneira atrelada ao comportamento da Taxa Selic.

A poupança de verdade não é só um investimento, mas uma reserva organizada para um determinado fim.

Por que poupar certo é importante?

O levantamento “Cenário da Poupança e dos Investimentos dos Brasileiros”, realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Sistema de Proteção ao Crédito Brasil (SPC), apresentou dados importantes sobre o perfil dos entrevistados.

Segundo este estudo, 55,9% dos brasileiros não poupam. Ou seja, para mais da metade da população, aquilo que recebem serve apenas para pagar contas e atender às suas necessidades imediatas.

O número ainda aumenta na Classe C/D/E, passando para incríveis 64,4%.

Dos entrevistados, apenas um terço relatou fazer alguma reserva de dinheiro e, dentre eles, há os que poupam o que sobra do orçamento.

Mas só uma minoria consegue estipular um valor mensal para poupança.

Esses dados são alarmantes, pois entregam que, no Brasil, não há a cultura de administrar corretamente as receitas e, consequentemente, não há poupança.

Mas por que é importante poupar?

A análise de José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil e Meu Bolso Feliz, vai direto ao ponto: a poupança traz segurança e economia.

Veja o que ele diz ao Diário do Comércio:

“Uma das finalidades da reserva financeira é a proteção contra imprevistos. Caso contrário, em momentos de aperto, o consumidor é obrigado a recorrer a empréstimos ou algum outro tipo de crédito, que pode cobrar juros elevados e dificultar ainda mais a situação financeira. Contar com uma reserva é a garantia de mais tranquilidade diante de contratempos”.

Você pode fazer diferentes poupanças: para imprevistos, para uma compra específica, uma viagem, a aposentadoria, entre outros.

Poupar, assim, é diferente de guardar dinheiro. Porque, ao fazer a poupança, você tem em mente um objetivo e, portanto, ele será usado em algum momento.

Quando, porém, alguém somente guarda, pode cair na armadilha do acúmulo pelo acúmulo, sem objetivo e sem frequência. Por consequência, sem foco e disciplina.

Dessa maneira, se você deseja alcançar a longevidade financeira, deve aprender como administrar o dinheiro, o que passa por poupar certo.

O que é longevidade financeira?

Ao planejar gastos futuros e reservar um montante mensal de dinheiro para eles, você dá um passo importantíssimo para o alcance da longevidade financeira.

Ou seja, garantir recursos suficientes para todas as fases da vida.

Isso significa dizer que poupar está na essência das finanças que se mantêm saudáveis por mais tempo.

Ao contrário do comportamento imediatista, em que só se gasta em função do presente, a poupança propõe um olhar para o futuro.

Da mesma forma, quem poupa o faz de maneira saudável, não comprometendo o agora.

Quanto você precisa poupar?

Antes de responder à pergunta deste tópico, você precisa ter outra resposta na ponta língua: o que pretende fazer com a poupança°

Caso você poupe para uma aposentadoria mais confortável, deve saber o que significa esse conforto traduzido em dinheiro.

Afinal, quais seus ganhos e gastos mensais? Qual o nível mínimo de renda para cobrir esses valores?

Portanto, além de entender o que fazer com o dinheiro poupado, é necessário ter as contas na ponta do lápis.

Em seguida, descobrir como fará para poupar todos os meses, estabelecendo um valor mensal que deve ser perseguido com disciplina.

A meta, objetivo ou sonho será o fator motivador para que a poupança, de fato, aconteça.

Veja o que diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, reforçando essa afirmação:

“O ideal é definir um valor que possa ser guardado de forma fixa, como um compromisso a ser cumprido, mesmo que seja um valor baixo. Se o consumidor deixa para guardar apenas o que sobra após pagar todas as contas, ele pode ceder às compras por impulso.”

Agora, vamos voltar à questão central: quanto você precisa poupar?

Existem métodos para tentar responder essa pergunta.

Um deles estipula que a renda mensal deve ser dividida em 70% para gastos do presente e 30% para futuro.

Outro, usa a conta de 50% necessidades, 30% desejos e 20% poupança, investimentos e pagamento de dívidas.

Existem ainda aqueles que acreditam que, para uma poupança para a aposentadoria, é necessário reservar um montante equivalente a 300 vezes o valor das suas despesas mensais.

No entanto, nada disso fará sentido se você não souber como administrar adequadamente seu dinheiro hoje, amanhã e depois.

Quem foca em poupar mais que o necessário pode comprometer a qualidade de vida – e até a expectativa de vida.

E é por isso que o conceito de longevidade financeira é o que melhor se encaixa na proposta de se tornar um bom e saudável poupador.

Ser poupador x ser investidor

Poupar dinheiro não significa economizá-lo, como já entendemos.

Da mesma forma, construir uma poupança não quer dizer que está se fazendo um investimento – ainda que use a tradicional caderneta para isso.

Quando uma pessoa separa, todo mês, uma quantidade em dinheiro com um devido fim, ela faz uma poupança.

Com isso, espera resgatá-la em algum determinado momento à frente.

O investimento funciona mais ou menos da mesma forma.

O investidor tem um valor em mãos e deseja recebê-lo de volta no futuro, acrescido de juros.

A diferença aqui é que ele pode ter ou não frequência e, além disso, espera obter ganhos com esse montante de dinheiro. Portanto, corre mais riscos ao fazer investimentos.

O poupador faz uma reserva. O investidor aplica esse dinheiro.

Quem poupa, pode guardar o dinheiro debaixo do colchão – o que, mesmo nada indicado, é opção de (impressionantes) 23% dos brasileiros que fazem uma poupança.

Já o investidor buscará formas de fazer com que esse dinheiro trabalhe a seu favor: seja aplicado e gere mais dinheiro.

Para isso, aposta em modalidades diversas, como renda fixa, variável e fundos, por exemplo.

Observe a indicação de Márcia Dessen, planejadora financeira certificada CFP e diretora da Planejar, ao InfoMoney:

“Quando você tem investimentos, o dinheiro vai render para você com o tempo. Você estará no controle e poderá decidir quando vai descansar, mantendo o seu padrão de vida”.

Em resumo, podemos dizer que nem todo mundo que economiza, poupa, nem todo aquele que poupa, investe e nem todo investidor economiza ou poupa.

Mas as pessoas mais próximas de alcançar a longevidade financeira economizam, poupam e investem seus ganhos.

Por quê? Porque elas sabem como administrar o dinheiro com muita inteligência.

10 dicas para incorporar hábitos de poupador ao dia a dia

Rogério Braga, membro da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), dá o seguinte conselho para quem deseja poupar mais e poupar certo:

“O maior segredo é estabelecer esse objetivo e começar a fazer um diagnóstico financeiro de vida. Começar a pegar aquele recurso, separar a parte dele para poupar no início, porque se deixar para o final do mês, vai faltar recurso” .

Com base nessa afirmação e em tudo o que já vimos até aqui, separamos 10 dicas práticas para você se qualificar como poupador.

Confira a lista!

  1. Antes de tudo, é preciso ter clareza do seu orçamento e, assim, conseguir definir como e quanto poupar
  2. Dentro dos seus ganhos e gastos mensais, o que pode ser cortado para virar poupança? Faça uma análise cuidadosa e detalhada
  3. Tenha um objetivo claro para a poupança. Lembre-se dele sempre que ficar tentado a gastar mais do que deveria
  4. Coloque uma meta de valor mensal ousada, mas alcançável. Se o estímulo for muito fraco ou demasiado forte, você poderá se sentir desencorajado a poupar
  5. Seja claro nas especificações de valores e prazos. Para isso, divida o valor total da reserva em quantias periódicas menores, dentro do tempo em que espera resgatar o valor
  6. Tenha disciplina! Considere a poupança como uma outra “conta” a ser paga, colocando data de vencimento. Se preferir, elabore uma espécie de carnê ou recibo para você mesmo
  7. Faça o acompanhamento periódico da reserva. Além de corrigir eventuais desvios, você ficará mais estimulado por estar mais perto do montante total
  8. Conte para uma pessoa próxima a você. Ao compartilhar suas metas, você se responsabiliza ainda mais pelo alcance delas
  9. Vale fazer várias reservas diferentes, se tiver objetivos diferentes. Para isso, mantenha a organização e saiba diferenciá-las ao fazer a poupança mensal
  10. Poupe sabendo administrar seu dinheiro para o presente e futuro!

As próximas etapas: como ganhar mais, gastar melhor e investir

“Muitas pessoas dão mais peso a eventos presentes e preferem satisfazer seus desejos de consumo mais imediatos – comprar um sapato ou uma roupa nova, saídas frequentes de lazer com os amigos, fazer uma viagem etc. – ao invés de maximizar o valor dos ganhos no futuro e reservar uma parte de seu dinheiro para a realização de projetos maiores”.

A afirmação de Marcela Kawauti, economista chefe do SPC Brasil, explica o perfil imediatista do brasileiro.

Fala de hábitos de consumo que se refletem em baixos números de poupadores no Brasil.

Mas, como vimos, isso pode mudar.

Com alguns ajustes no orçamento, é possível fazer uma reserva mensal para projetos maiores e futuros.

Além disso, saber gastar adequadamente, dentro dos ganhos, é outra maneira de ter mais recursos para reservas e investimentos.

Por fim, até mesmo uma renda extra pode ser mais uma forma de equilibrar o orçamento e, assim, conseguir fazer uma poupança recheada.

Desse modo, ganhando mais, gastando melhor, poupando e investindo é possível administrar acertadamente o dinheiro.

E, com sua boa gestão, a longevidade financeira torna-se cada vez mais próxima e real.

Conclusão

Este artigo se propôs a responder como administrar o dinheiro, aprendendo a poupar certo.

Como vimos, esse é um passo imprescindível para alcançar a longevidade financeira, cuja característica principal é garantir a quantia necessária para ter qualidade em todas as fases da vida.

Se você não sabe qual ela é, pode descobrir agora mesmo.

Experimente nosso simulador de longevidade financeira, que estima o tamanho da reserva que você precisa para alcançar dias de maior tranquilidade no bolso, levando em conta uma projeção de sua longevidade biológica.


Hirbis R. M. Girolli é responsável pelo desenvolvimento da plataforma online MAI digital, além de colunista no Instituto de Longevidade. Tem como uma de suas principais missões ajudar a divulgar no Brasil o conceito de Longevidade Financeira.