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CEO da BlackRock explica potencial de rentabilidade dos investimentos ESG

Executivo compara carteiras ESG com outras tradicionais e vê menos volatilidade, além de outros potenciais ganhos

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores
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A necessidade de que as empresas adotem boas práticas socioambientais e de governança na gestão de seus negócios, dentro dos critérios ESG, não é nova. No entanto, a pandemia tornou ainda mais evidente a importância de adoção de compromissos com o meio ambiente e a sociedade.

Na esteira desta maior consciência ESG, o mercado financeiro vem estruturando produtos e soluções que levem em conta na montagem dos portfólios empresas com boas práticas. Na visão da maior gestora de ativos de terceiros do mundo, a BlackRock, este movimento veio para ficar e dar retorno ao cliente.

“A grande pergunta que todos fazem é se investimentos ESG são bons para o cliente. Vários indicadores mostram que sim. Um portfólio ESG muitas vezes é mais rentável e menos volátil quando comparado a ativos que não aderiram às boas práticas”, comentou Carlos Takahashi, CEO da BlackRock Brasil.

Durante participação em evento da XP, Takahashi destacou estudos comparando o índice global mais antigo, o S&P, com outro incorporando critérios ESG na seleção de ativos. “O retorno acumulado do S&P com critérios ESG superou o índice puro. Também fizemos um trabalho na própria BlackRock buscando esta resposta e o resultado foi semelhante.”

No ano passado, a gestora comparou duas carteiras, uma com critérios ESG e outra sem. O resultado foi que a parcela com ESG mostrou ao longo do ano de pandemia uma volatilidade muito menor. Depois, a gestora avaliou as mesmas carteiras em outras duas janelas, em 2012 e 2015.

Nos dois casos, os ativos ESG se comportaram melhor. “O pior índice foi 78% em favor da carteira com ESG. São achados importantes que mostram retorno melhor e resiliência em momentos de crise”, comenta o CEO da BlackRock.

A diretora de ESG da XP Inc, Marta Pinheiro, lembrou a importância da parceria entre BlackRock e XP para dar visibilidade ao tema e levar informação ao investidor. “Tem muita coisa que no mercado brasileiro ainda é nova. Nosso tempo amostral para estudos como estes ainda é pequena, mas estamos avançando criando produtos e levando informações ao investidor.”

Produtos ESG
A BlackRock, gestora com mais de US$ 8 trilhões sob gestão, tem trazido produtos globais para a plataforma da XP, alguns com a pegada ESG e já prepara novidades. A gestora tem uma parte do portfólio ativa e outra passiva, que replica índices (ETFs). O portfólio ativo global gerido pela BlackRock e que integra os critérios ESG chega a US$ 2,8 trilhões.

Disponível ao investidor brasileiro, na plataforma da XP há o fundo Global Impacto, que investe em empresas públicas globais cuja atividade cause impacto importante, como empresas de inclusão financeira ou voltadas a melhora de moradias na Ásia, por exemplo.

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“Mais recentemente trouxemos o fundo ESG Multi Asset que é bem diversificado e por enquanto sem hedge cambial, mas vamos lançar em breve uma opção com hedge”, comenta o executivo.

A parceria incluiu também um produto da gestora dentro da família Trend, criada pela XP, o fundo ESG Trend.

“É muito interessante porque nós como gestores fiduciários de recursos de terceiros, ou seja, não temos acesso ao cliente, enquanto o trabalho que a XP faz muito bem é ir até o cliente com sua plataforma aberta”, ressalta o CEO da BlackRock acrescentando a importância de ações educativas voltadas para o ESG.

A XP já tem no site uma trilha sobre ESG e prepara novidades. “Em breve vamos anunciar uma parceria com a BlackRock sobre ESG, voltada à educação, que será acessível a todos”, disse Marta, sem dar detalhes, mas acrescentando a relevância cada vez maior do tema com escritórios parceiros criando suas mesas ESG eleva a demanda por informação sobre o tema.

“Isto ajuda a sair daquela visão do passado de que meio ambiente é abraçar árvores. Precisamos colocar a equação no caminho certo. As boas práticas proporcionam melhores resultados”, acrescentou Carlos Takahashi.