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Briga de gigantes

BlackRock compete com a State Street para aproveitar boom de ETF com coberturas de câmbio

Maiores gerentes de recursos do mundo estão tentando conseguir uma parte do crescente mercado de fundos de ações e bonds negociados em bolsa

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(SÃO PAULO) – Os maiores gerentes de recursos do mundo estão tentando conseguir uma parte do crescente mercado de fundos de ações e bonds negociados em bolsa (ETF, na sigla em inglês) que eliminam o risco cambial.

Os colossos do setor, BlackRock Inc. e State Street Corp., estão lançando ETFs com cobertura a um ritmo sem precedente depois que rivais de menor tamanho atraíram a maior parte do fluxo de entrada de US$ 41 bilhões neste ano. A BlackRock abriu onze fundos desse tipo neste mês, dentre eles ETFs que protegem contra oscilações do dólar australiano e do peso mexicano, e em junho a State Street abriu uma versão com foco no euro.

Deixar passar a estratégia mais popular do ano não é uma opção para as empresas de fundos, que dependem cada vez mais dos produtos negociados em bolsa para gerarem renda. O número de ETFs com coberturas de câmbio listados nos EUA dobrou nos últimos doze meses, para 60, e pelo menos mais 30 foram registrados nos órgãos reguladores, segundo dados compilados pela Bloomberg.

“A emissão tem sido veloz e furiosa”, disse Kevin Kelly, diretor de investimentos da Recon Capital Partners em Nova York, que administra mais de US$ 300 milhões e comprou fundos com foco na Alemanha. “Alguns dos produtos mais novos vão passar por uma situação difícil, especialmente se estiverem alavancados e cobrirem apenas um índice amplo que já está coberto por outro emissor”.

Crescimento

As empresas estão aproveitando a crescente demanda de investidores de varejo dos EUA que procuraram exposição a ações e bonds internacionais, mas desejam evitar flutuações nas taxas de câmbio.

O Europe Hedged Equity Fund da WisdomTree Investments Inc. adicionou US$ 14,5 bilhões neste ano, mais do que qualquer outro ETF do mundo, e retornou 15 por cento. O ETF coberto da Deutsche Asset Wealth Management com foco nas economias desenvolvidas da Europa e da Ásia atraiu US$ 10,9 bilhões. Os produtos adquiriram tração porque a política monetária dos EUA diverge da do resto do mundo, impulsionando o dólar para sua maior cotação em vários anos e colocando em perigo os retornos internacionais de clientes americanos quando são passados de volta para dólares.

O problema é que talvez todos esses produtos estejam chegando um pouco tarde à festa. Os fluxos estão desacelerando: os investidores canalizaram US$ 2,77 bilhões para eles no mês passado, o menor montante desde dezembro.