FIIs negociados em Bolsa

XP lança índices de fundos imobiliários mais líquidos do mercado, de “tijolo” e de papéis

Índices ponderam os fundos que os compõem por tamanho (patrimônio) e volume diário de negociação

SÃO PAULO – A XP acaba de lançar três índices de fundos imobiliários, voltados aos ativos mais líquidos do mercado (XPFI), ao segmento de “tijolo”, ou seja, com fundos que invistam em empreendimentos imobiliários físicos (XPFT), e aos fundos de recebíveis e fundo de fundos, conhecidos como FOFs (XPFP).

Os três lançamentos são índices de retorno total e, portanto, procuram refletir as variações nos preços dos fundos imobiliários integrantes no tempo, ajustadas pelo impacto da distribuição de proventos.

Os índices ponderam os fundos que os compõem por tamanho (patrimônio) e volume diário de negociação.

Confira a seguir como teriam se comportado os índices e o Ifix, o principal referencial dos fundos imobiliários negociados na Bolsa, no dia 18 de junho, na semana passada, neste mês, no acumulado do ano e em 12 meses.

Os fundos mais líquidos da Bolsa

O XPFI, índice XP de fundos imobiliários, tem como objetivo acompanhar o desempenho das cotas dos fundos imobiliários mais líquidos negociados na B3. Ele nasce com 40 ativos na carteira, bem abaixo dos 120 do Ifix.

“O Ifix é muito amplo e irreplicável hoje, por ter fundos com baixa liquidez, o que impossibilita a compra e a venda diária”, afirma Samuel Oliveira, head de análise de fundos. “Nosso objetivo foi construir índices menos abrangentes, mas que conseguissem expressar a direção do mercado, mais simples e replicáveis.”

O XPFI estabelece um limite de até 20% de participação de cada fundo na carteira – o maior peso do índice corresponde hoje a 7,7%, abaixo da fatia máxima de 9,55% do Ifix.

Confira a seguir a distribuição do XPFI em maio por segmento.

Fundos de “tijolos”

O XPFT, índice XP de fundos imobiliários de tijolo, por sua vez, tem como objetivo acompanhar o desempenho médio das cotações de fundos de empreendimentos imobiliários como galpões logísticos, lajes corporativas, agências bancárias, shopping centers, entre outros ativos físicos.

O índice é composto pelos 20 fundos imobiliários do segmento com maior índice de negociabilidade durante o período de vigência das três carteiras anteriores (últimos 12 meses). O XPFT estabelece um limite de até 10% de participação de cada fundo na carteira.

Confira a seguir a distribuição do índice em maio por segmento.

Fundos de papéis

Por fim, o XPFP corresponde ao índice XP de fundos imobiliários de papel e visa acompanhar o desempenho médio das cotas de fundos imobiliários dos segmentos de recebíveis e fundo de fundos.

Ele é composto pelos 15 FIIs com maior índice de negociabilidade durante o período de vigência das três carteiras anteriores. Cada fundo imobiliário possui um limite de participação de até 15% no portfólio.

Confira a seguir a distribuição do índice em maio por segmento.

Critérios

Para fazer parte dos índices, as cotas dos fundos imobiliários devem estar listadas nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3.

Os fundos precisam ter presença mínima de pregão de 95%, no período de vigência das três carteiras anteriores, e o valor das cotas não pode ser inferior a R$ 1,00 no intervalo mencionado.

As composições dos índices serão revisadas a cada quatro meses, na primeira segunda-feira útil dos meses de janeiro, maio e setembro.

Segundo a XP, um ativo que tiver sido alvo de oferta pública recente (seja IPO ou follow-on) durante o período de vigência das três carteiras anteriores ao rebalanceamento do índice será elegível, mesmo sem estar listado durante todo o intervalo, desde que a oferta pública de distribuição de cotas tenha sido realizada antes do rebalanceamento anterior e que o fundo possua ao menos 95% de presença em pregão.

Para conferir as informações completas dos índices, leia mais aqui.

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