XP Asset reformula ETF do S&P 500 para reduzir custos e elevar ganhos do investidor

A mudança foca na criação de um novo índice de referência

Osni Alves

Ativos mencionados na matéria

Índice S&P500 (Foto: Bloomberg/ Picture alliance/Getty Images)
Índice S&P500 (Foto: Bloomberg/ Picture alliance/Getty Images)

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A XP Asset anunciou a reformulação de um de seus principais produtos de renda variável. O ETF USAL11, que segue o índice S&P 500, passa a se chamar SPXU11 a partir de uma nova metodologia.

A mudança foca na criação de um novo índice de referência que utiliza contratos futuros da bolsa americana. Esses contratos são negociados na B3 e contam com exposição cambial direta.

O grande diferencial para o investidor é a potencial redução no custo do produto. Isso ocorre porque o fundo deixa de pagar taxas de administração para ETFs investidores no exterior.

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“Estamos otimizando o dever fiduciário, o que gera taxas menores e potencial retorno maior”, afirma Leonardo Vasques, gestor da XP Asset. A gestão busca melhorar o mercado de ETFs no Brasil.

Estratégia local e retorno superior

O novo SPXU11 não realiza operações de câmbio para investir fora do país. O fundo utiliza minicontratos locais com alta liquidez, mantendo a carteira 100% em instrumentos nacionais.

Mesmo com a mudança, o investidor continua exposto aos mesmos fatores de risco: bolsa americana e dólar. O objetivo é buscar um retorno superior ao longo do tempo.

Historicamente, o índice baseado em contratos futuros tem demonstrado desempenho melhor que o investimento direto em ações. A liquidez do fundo permanece em D+2.

A tributação também segue o padrão da categoria, com alíquota de 15% de Imposto de Renda. O valor é compatível com outros ativos de renda variável do mercado brasileiro.

Expansão da grade da XP Asset

A reformulação faz parte de um movimento agressivo de expansão da gestora. Nos últimos sete meses, a XP Asset lançou 15 novos produtos para diferentes perfis de público.

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Segundo Danilo Gabriel, sócio da gestora, o foco deste ano é a completude da grade de produtos. Isso inclui a otimização de ativos que já possuem maturidade no mercado.

A troca do código para SPXU11 marca uma nova etapa na parceria com a S&P. A iniciativa visa oferecer soluções mais eficientes em classes de ativos já consolidadas.

Além da renda variável, a gestora lançou recentemente ETFs de renda fixa, como o PREX11 e o LTFX11. A prateleira agora conta até com o primeiro ETF de prata do Brasil.

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