Você sabe o que são benchmarks?

Apesar de importante, nem sempre se basear no benchmark é a melhor opção

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SÃO PAULO – A arte de medir as coisas e comparar com indicadores é de grande importância e está presente na vida de todo ser humano. Até Bill Gates recentemente escreveu: “Eu me choco com a importância que as medidas têm de melhorar a condição humana. Se você estabelecer metas claras, pode ser mais fácil alcançar seus objetivos”.

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Na economia não é diferente. Os investidores costumam acompanhar o progresso dos ativos por meio de índices, que acabam servindo de benchmark (medida de referência) para aplicações financeiras de risco parecido. Então por exemplo: um fundo de ações costuma ter como benchmark (referência) o Ibovespa  – que é o principal índice de ações da Bolsa brasileira. Já um fundo DI ou de renda fixa costuma ter o CDI (Certificado de Depósito Interbancario) como benchmark. Em geral, o investidor se considera bem sucedido quando suas aplicações superam os índices de referência.

De acordo com o The Motley Fool, os benchmarks são importantes para medir e acompanhar o trabalho do gestor de um fundo – já que é possível ter um valor de referência para acompanhar o desempenho da aplicação. Já os investidores pessoa física devem ficar atentos, pois muitos acabam não conseguindo superá-los ao longo do tempo. Isso porque muitos não têm paciência e acabam pulando de galho em galho de acordo com as oscilações de mercado de renda variável.

O artigo usa como exemplo o fundo de investimentos estadunidense Vanguard 500, que acompanha o S&P 500 e possui taxas insignificantes. Esse fundo possui uma média anual de retorno de 6,3% nos últimos 10 anos, em linha com seu benchmark. Porém, o investidor pessoa física deste fundo ganhou apenas 4,4% ao ano. Essa diferença se deve às entradas e saídas do fundo nos momentos de mercado em alta e baixa – o investidor costuma vender quando tem prejuízo, e volta a comprar quando o fundo valoriza novamente, o que faz com que ele perca uma boa parte da valorização do ativo.

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