Verde zera posição em cripto após pouco mais de um ano

Movimento vem após primeira queda anual do Bitcoin desde 2022; casa mantém apostas contra o dólar

Paulo Barros

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Representações da criptomoeda bitcoin são vistas nesta ilustração feita em 25 de novembro de 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/FOTO DE ARQUIVO
Representações da criptomoeda bitcoin são vistas nesta ilustração feita em 25 de novembro de 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/FOTO DE ARQUIVO

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A Verde desistiu das criptomoedas, ao menor por ora. A tradicional gestora de Luis Stuhlberger e Luis Parreiras zerou a posição que detinha em ativos digitais, pouco mais de um ano depois de ter surpreendido o mercado com a aposta. Em novembro de 2024, a casa anunciou que havia montado a posição, e, em maio de 2025, aumentou a fatia.

A Verde não detalhou o motivo da decisão. A posição foi reduzida pela primeira vez em novembro do ano passado, após perdas que se seguiram depois de uma forte queda em outubro, e contribuíram para o Bitcoin (BTC) encerrar o ano em queda pela primeira vez desde 2022.

InfoMoney apurou que a posição da Verde em cripto era no HASH11, ETF que acompanha principalmente o preço do Bitcoin. O produto é o segundo maior da Bolsa, mas a uma distância crescente do IVVB11, que rastreia do S&P500 (127.500 X 219.000 cotistas).

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No ano passado, a gestora apontou uma deterioração estrutural do dólar como pano de fundo para aumentar a alocação em cripto. Apesar de ter zerado essa aplicação, a casa continua com posições que se beneficiem da derrocada da moeda americana: reforça em renminbi chinês, opções de compra no real, e manutenção da posição em ouro e de uma cesta de moedas contra o dólar.

Apostas em bolsa brasileira e global também seguem no fundo, além da aposta na queda dos juros locais e nos EUA.

O fundo Verde encerrou 2025 um pouco acima do CDI (15,94% X 14,31%), após ficar abaixo do benchmark no último mês do ano, com perdas em bolsa Brasil no real. Segundo a casa, o real também foi detrator no ano como um todo, assim como hedges em bolsa global, petróleo, renminbi e posição vendida em bolsa no começo do ano.

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Na ponta ganhadora, a casa registrou ganhos em commodities, com destaque para o ouro, moedas fora do Brasil, crédito e ações globais. Em 2025 fechado, os ganhos foram distribuídos em bolsa e arbitragens de juros locais, inflação americana, crédito e commodities.

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)