"O mais resiliente"

Verde tem aumentado posição em ações gradualmente, com foco no mercado americano

Fundo mantém por volta de 20% do portfólio alocado em ações no Brasil, mesmo percentual da exposição em ações globais

Luis Stuhlberger, gestor da Verde Asset, durante a Expert 2019

SÃO PAULO – De olho nos efeitos do surto do coronavírus sobre a economia global e também no choque deflacionista desencadeado pelo colapso do preço do petróleo, a Verde Asset está adotando uma estratégia de aumentar gradualmente as posições de seu renomado fundo em ações, focando no mercado americano, tido como o mais resiliente e que deve voltar primeiro, quando determinadas condições tiverem sido preenchidas.

A gestora de Luis Stuhlberger destaca que sua visão desde o início do processo de preocupação com o coronavírus tem três pilares.

O primeiro indica que o os mercados tendem a se estabilizar conforme as taxas de crescimento do número de novos casos desacelerarem. O segundo considera que, conforme as temperaturas no Hemisfério Norte subam, a doença deve refluir. E o terceiro aspecto, em sua avaliação “longe de ser resolvido”, destaca que a reação de política pública, seja monetária ou fiscal, tem um papel importante em mitigar pânicos no mercado.

Em sua carta mensal a cotistas, a Verde informou que seu fundo mantém por volta de 20% do portfólio alocado em ações no Brasil, mesmo percentual da exposição em ações globais. As posições em juros, por sua vez, se mantêm similares. Já no mercado de moedas, as alocações seguem pequenas, com destaque para a posição comprada em libra contra o euro.

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Sobre a derrocada dos preços do petróleo nesta segunda-feira, a Verde assinalou que enxerga como preocupantes seus efeitos secundários, especialmente nos mercados de crédito globais.

“Não faltavam razões para agressividade de política monetária global, e esta será mais uma. No médio prazo, é pouco provável que a aliança [entre Rússia e Arábia Saudita no âmbito da OPEP] seja retomada, e devemos conviver com preços mais baixos de energia, o que transfere renda do bolso dos países árabes para os consumidores do mundo ocidental. Mas no curto prazo é um choque adicional nos mercados, que já vêm em posição frágil”, escreve a Verde.

O fundo Verde teve perda de 2,86% em fevereiro, ante uma variação de 0,29% do CDI e uma queda de 8,43% do Ibovespa. No primeiro bimestre, o fundo acumulou queda de 3,04%, ante um CDI de 0,67%.

Na carta, a gestora afirmou que as perdas foram concentradas nas posições de ações, tanto no Brasil quanto no livro global, por conta da piora do cenário.

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