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Os títulos públicos prefixados têm chamado a atenção nos últimos meses, figurando na liderança do Tesouro Direto entre os ativos mais rentáveis dos últimos 12 meses. Eles também têm uma particularidade que o tornam diferentes de todos os outros papéis do Tesouro Direto: sempre, na data de vencimento, uma unidade de título prefixado paga R$ 1.000 ao investidor.
Por isso, o preço de um título público é o valor que irá render durante determinado período a uma taxa de juros de modo que o valor seja sempre R$ 1.000 na data de vencimento. Em outras palavras, o preço é o valor presente do montante a ser recebido no fim do período contratado. A fórmula matemática para esse cálculo é a seguinte: Preço= 1.000/(1+taxa)^(DU/252), sendo que “DU” significa “Dias Úteis” até o vencimento.
Quando o investidor decide vender um título público prefixado antecipadamente, tanto a taxa de juros quanto o prazo para o vencimento mudam de valores. Por isso, mesmo que os juros praticados no mercado se mantivessem o mesmo de quando o investidor comprou o título público, o prazo diminuiria e, portanto, o preço seria maior.
A taxa de juros praticada no mercado oscila todos os dias, variando em função de fatores como expectativas e situação econômica. Como essa variável está no divisor do preço, quanto menor ela for, maior será o preço.
Ao analisar essa variável, costuma haver confusão com a taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia. As duas taxas não estão necessariamente relacionadas e podem ter comportamentos diferentes, dado que a taxa Selic é de curto prazo e a dos títulos públicos costuma ser de longo prazo.
Considerando o desempenho dos últimos 12 meses, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2023 é o ativo mais rentável do período, acumulando ganhos de 38,31% para o caso de venda antecipada.
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