Usiminas sobe 19% na semana e lidera Ibovespa; Oi é destaque de queda

Resultado melhor que o esperado e recomendações embalaram as ações da siderúrgica; nem mesmo liberação da Anatel impulsionou a operadora de telefonia

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SÃO PAULO – A temporada de resultados mais uma vez repercutiu no desempenho das ações listadas na bolsa brasileira. Nesta semana, a maior alta e a maior baixa do índice apresentaram seus balanços referentes ao segundo trimestre do ano: Usiminas (USIM3, USIM5) e Oi (OIBR3, OIBR4).

Enquanto a siderúgica viu seus papéis subirem quase 20% na semana – USIM5 teve alta de 19,16%, fechando a R$ 7,90, USIM3 se valorizou 15,48%, indo para R$ 8,73 -, os papéis da companhia de telecomunicações recuarem quase 10% (OIBR3, R$ 10,90, -7,71%; OIBR4, R$ 9,17, -7,37%). O Ibovespa, por sua vez, terminou o período com alta de 1,24%.

Usiminas, resultados e recomendações
A começar pelo destaque de alta da semana, a Usiminas divulgou na noite do dia 30 que o prejuízo líquido acumulado entre abril e junho ficou em R$ 257 milhões, resultado melhor do que o esperado pela média das estimativas compiladas pela InfoMoney. O Ebitda (geração operacional de caixa) recuou de R$ 365 milhões para R$ 232 milhões, mas superou em 26,1% o que se estimava. Isso fez com que a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) atingisse 7,2% – 2,2 pontos percentuais acima do que era projetado.

Repercutindo esses números, os papéis da Usiminas lideraram os ganhos do índice no pregão do dia 31, com USIM5 subindo 5,28% e USIM3 avançando 3,0%. Vale mencionar que no pregão anterior à divulgação dos resultados esses ativos já haviam se destacado entre as maiores altas do benchmark da bolsa brasileira com altas de mais de 5%, após o Goldman Sachs elevar a recomendação dessas ações para compra.

Quem também melhorou sua perspectiva em relação à Usiminas foi o Credit Suisse, que, embora tenha reduzido o preço-alvo para as ações preferenciais da empresa de R$ 12,20 para R$ 8,60, elevou a recomendação para USIM5 de underperform (performance abaixo da média do mercado) para neutra. A equipe de análise do banco, composta por Ivano Westin, Viccenzo Paternostro e Marina Melemendjian, destaca que o segmento de siderurgia da companhia tem melhorado nos últimos meses – e deve continuar a apresentar melhora.

Nem mesmo a Anatel salvou a Oi
Na contramão, as ações da Oi (OIBR3; OIBR4) engrenaram uma tendência de queda após a publicação do balanço do segundo trimestre. Nem o lucro líquido e tampouco o avanço no segmento de mobilidade foram suficientes para acalentar nos investidores um sentimento mais positivo em relação a operadora, e as ações ON da companhia caíram 7,63% no pregão do dia 1 de agosto, enquanto as preferenciais registravam forte queda de 7,37%.

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A operadora teve lucro líquido consolidado de R$ 64 milhões entre abril a junho. A receita líquida pro-forma totalizou R$ 6,9 bilhões, enquanto o Ebitda recuou 13,5%, para R$ 2,14 bilhões. A margem Ebitda teve contração de 4 pontos percentuais no período, para 31%.

Nem mesmo a notícia de que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) liberou a vendas de chips pela Oi, Tim e Claro a partir desta sexta-feira – após duas semanas de proibição – foi suficiente para trazer o bom humor para os investidores. Os papéis da operadora, que chegaram a subir mais de 6% no intraday desta sessão, fecharam com alta menor que 1%, ficando bem abaixo do desempenho do Ibovespa, que fechou o último pregão da semana com variação positiva de 3,12%.


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers