E Agora, Ana?

Três conselhos para preservar investimentos em crises políticas, segundo gestor da Persevera

Guilherme Abbud cita a diversificação de patrimônio como uma das principais estratégias

SÃO PAULO – Investir em períodos de incertezas políticas é um desafio. Ameaça de impeachment, intervenções em empresas estatais e escândalos de corrupção tendem a provocar grandes oscilações na Bolsa e alterar estratégias de fundos de investimentos.

Para o gestor Guilherme Abbud, fundador da Persevera Asset, a melhor decisão que um investidor inteligente faz em momentos de crise é manter a cabeça fria. “Não façam alterações muito exageradas quando estourar alguma notícia. Sangue frio, sempre”, alerta.

Como exemplo, o gestor compartilhou a decisão que ele mesmo tomou em relação ao recente episódio envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fachin anulou todas as condenações que a Justiça Federal no Paraná impôs a Lula. As punições eram relacionadas às investigações conduzidas pela Operação Lava-Jato.

“Na Persevera, não mudamos a carteira por conta do que aconteceu. Isso porque já somos diversificados e, por isso, temos uma proteção, mas também porque é muito cedo para cravar quem será eleito em 2022. É preciso calma nesses momentos”, pontua.

O gestor ainda deu três conselhos para os investidores não sofrerem com as oscilações frente a riscos políticos:

1) Não abandone a Bolsa brasileira

Em live no Instagram no InfoMoney, o gestor falou sobre como se posicionar na Bolsa brasileira quando riscos políticos vêm a público. Na análise de Abbud, abandonar o mercado acionário não é uma opção.

“Muitos pensam: ‘Vou vender tudo na Bolsa porque esse país não dá certo’. Não faça isso. A Bolsa brasileira é muito promissora. As empresas brasileiras estão muito blindadas e muito mais focadas em margem de lucro do que há cinco anos, quando elas só focavam em crescimento. Essas companhias de capital aberto se reinventaram para hoje serem sólidas e lucrativas”, explica.

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O gestor ainda alertou que não é recomendado entrar na Bolsa de uma vez só, com uma posição muito grande. O indicado é fazer pequenos aportes ao longo de meses para que o investidor consiga um preço médio adequado nas empresas em que se posicionar.

2) Dólar não é a salvação

Quando situações políticas conturbadas emergem no Brasil, é natural que os investidores procurem opções de investimentos seguras fora do país. Contudo, na visão de Abbud, muitas pessoas físicas erram nesse momento porque pensam que a salvação está em alocar a maior parte de seu patrimônio em moedas estrangeiras fortes, como o dólar.

Dessa forma, o gestor alerta que essa decisão pode acabar despertando maiores complicações, uma vez que a moeda americana é um ativo muito volátil.

3) “Diversificação nunca foi tão importante”

“Uma boa carteira precisa de diversificação. Existem boas oportunidades tanto dentro do Brasil quanto fora. É interessante combinar um portfólio que aguente sustos nos Estados Unidos, susto políticos no Brasil, susto na inflação. Assim, com a diversificação, em uma parte [dos seus investimentos] você vai mal, mas na outra parte vai bem,” explica Abbud.

Por fim, além de apostar nas bolsas brasileira e americana, o gestor afirma que a renda fixa nacional ainda é interessante. “A Selic não vai subir a patamares altíssimos, mas é possível encontrar no mercado taxas prefixadas de 8%, 9%. Enxergamos muitas opções boas para o longo prazo na renda fixa”, finaliza.

E Agora, Ana?

O programa “E Agora, Ana?” vai ao ar às quartas-feiras, às 12h, no Instagram do InfoMoney. A série de lives, apresentadas pela especialista em investimentos Ana Laura Magalhães, traz assuntos relevantes para os investidores se posicionarem em investimentos no Brasil. Os temas levam em conta os cenários dos mercados nacional e internacional.

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