Títulos públicos podem ser usados como garantia para alavancar operações; entenda

Estratégia possibilita melhorar o rendimento, mas também envolve maior tomada de risco

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O Tesouro Direto é um investimento cada vez mais comum na carteira dos brasileiros, mas ainda há aspectos sobre como utilizar os títulos públicos que são desconhecidos para a maioria das pessoas. Uma dessas possibilidades é a utilização dos ativos como garantia para se alavancar com operações no mercado de ações ou com contratos futuros.

A estratégia é adotada para evitar o aporte financeiro direto nas operações, possibilitando negociar valores superiores ao que há efetivamente na conta – o que também significa aceitar tomar mais risco. Por isso, é importante que o investidor compreenda as oportunidades e os riscos do investimento.

Normalmente, as instituições financeiras calculam o valor da garantia estabelecendo um deságio sobre os títulos públicos. Feita essa conta, o investidor pode operar valores muito acima da própria garantia – há casos em que é possível operar até 20 ou 40 vezes acima, dependendo do ativo a ser investido e da instituição financeira. Como o montante aplicado aumenta consideravelmente, a estratégia pode render lucros vultuosos mesmo em caso de valorização pouco expressiva, assim como pode-se perder a garantia com pequenas oscilações.

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Onde Investir no 2º semestre

Segundo informações da B3 para o início de abril, existiam R$ 42,1 bilhões depositados como garantia em títulos públicos federais. Parte importante desse volume vem de operações compromissadas entre os bancos, que utilizam os títulos públicos como lastro.

Para usar os títulos públicos comprados no programa do Tesouro Direto como garantia, é preciso solicitar o bloqueio dos ativos em favor das câmaras da B3, empresa que se originou após a fusão da BM&FBovespa com a Cetip. Ao fazer isso, não é possível resgatar ou transferir os títulos públicos, que são desbloqueados após o término do prazo de garantia. Os papéis permanecem sob a titularidade do investidor.  

Quem solicita o bloqueio à B3 é a instituição financeira pela qual o investidor opera. Por isso, é preciso entrar em contato com o assessor de investimentos. O desbloqueio dos títulos públicos segue o mesmo procedimento.

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