Título paga a inflação mais 3,49% ao ano; confira taxas do Tesouro Direto

Mercado segue refletindo sinalizações de novos cortes na Selic até o fim do ano e acompanha discursos dos dirigentes regionais do Fed, nos EUA

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SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam queda na tarde desta sexta-feira (20).

Entre as principais noticias do dia, os investidores acompanham os discursos dos dirigentes regionais do Federal Reserve, o banco central americano, Eric Rosengren (Boston), Robert Kaplan (Dallas) e John Williams (Nova York).

No Brasil, reflexos ainda do corte de meio ponto percentual na Selic, para 5,5% ao ano, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (18), bem como do discurso favorável por parte do Banco Central para novos cortes na taxa básica de juros.

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Onde Investir no 2º semestre

Na cena política, mercado fica à espera pela sessão de terça-feira (24) no Senado, em que é esperada a votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no primeiro turno no Plenário da Casa.

Com juros na mínima histórica e projeções ainda menores para a Selic até o fim do ano, como ficam os retornos dos investimentos em renda fixa e como o investidor conservador pode aplicar seu dinheiro? O InfoMoney conversou com especialistas do mercado para entender quais as alternativas com Selic a 5,5% ao ano. O resultado você confere aqui.

No Tesouro Direto, o papel indexado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com vencimento em 2024 pagava uma taxa de 2,64% ao ano, ante 2,67% a.a. na abertura do dia. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.853,31 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 57,06 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam uma taxa anual de 3,49%, ante 3,52% a.a. mais cedo.

Já os títulos com rendimento prefixado, como o com prazo em 2022, pagava 5,58% ao ano, ante 5,63% a.a. anteriormente, enquanto o retorno do título com vencimento em 2025 recuava de 6,80% para 6,71% para ao ano.

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Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta sexta-feira (20):
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 2,64% R$ 57,06 R$ 2.853,31
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,49% R$ 37,96 R$ 1.898,08
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,49% R$ 40,44 R$ 1.348,17
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 2,84% R$ 38,85 R$ 3.885,13
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,34% R$ 43,35 R$ 4.335,43
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,54% R$ 47,30 R$ 4.730,10
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 5,58% R$ 35,36 R$ 884,04
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 6,71% R$ 35,52 R$ 710,53
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,04% R$ 36,47 R$ 1.215,80
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02% R$ 103,19 R$ 10.319,56

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro. 

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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