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O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto que facilitará os investimentos de curto prazo mesmo para valores menores e que pode ser um sério concorrente da caderneta de poupança, será lançado oficialmente na próxima segunda-feira (11), em cerimônia na B3.
Com liquidez diária, aplicações a partir de R$ 1,00 e sem marcação a mercado, o Tesouro Reserva deve se tornar uma opção para os recursos de curto prazo dos investidores, ao lado das caixinhas e cofrinhos de bancos, dos fundos DI e do Tesouro Selic, ou LFT, do próprio Tesouro Direto. O lançamento estava previsto para o início de abril, mas atrasou por conta dos ajustes operacionais na fase de testes implementada pelo Banco do Brasil.
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No caso da caderneta de poupança, a principal vantagem deve ser a rentabilidade, de acordo com as informações preliminares do Tesouro sobre o novo título. Isso porque o Tesouro Reserva deve seguir o ganho das LFTs, títulos do Tesouro corrigidos pela taxa Selic, que está bem acima do ganho das cadernetas mesmo pagando imposto de renda.
Outra vantagem é a liquidez sem perda de rentabilidade, já que o Tesouro Reserva poderá ser resgatado em qualquer dia e qualquer horário. Na caderneta, se o investidor sacar fora do vencimento, perde o ganho do vencimento anterior até a data de resgate.
Com relação às LFTs, a vantagem do Tesouro Reserva deve ser a facilidade de aplicação e resgate, que não precisará ser feita saindo da conta no banco para o sistema do Tesouro Direto, e a não marcação a mercado, que apesar de pequena pode confundir os investidores. A LFT também está sujeita aos horários de funcionamento do Tesouro Direto.
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Já os fundos DI, que têm liquidez diária, também podem sofrer a concorrência do Tesouro Reserva se tiverem taxas de administração mais altas ou valores iniciais de investimento mais elevados. Esses fundos estão sujeitos também ao imposto antecipado sobre os ganhos, o come-cotas, cobrado a cada seis meses, em maio e novembro.
Com relação a outras aplicações oferecidas pelos bancos, como os CDB DIs, que oferecem liquidez diária e rendimento perto do CDI e da Selic, e as caixinhas e cofrinhos dos bancos, a rentabilidade e a liquidez do Tesouro Reserva devem ser parecidas. O que influenciará a decisão do investidor em optar pelo novo título e essas aplicações deve ser comodidade oferecida pelo banco e características especiais, como a separação das caixinhas por finalidade do investimento, como viagens ou compras, que facilitam a organização financeira dos investidores.
A nova aplicação também não deve escapar do IOF sofre operações de curtíssimo prazo, que começa em 96% em um dia e vai caindo gradualmente até zero após 30 dias. Quem deixar o dinheiro por dez dias apenas, por exemplo, pagará IOF de 66% sobre o rendimento.