Tesouro Direto sai do ar e taxas amenizam alta com desaceleração do petróleo

Juros apresentam alta menos acentuada, ou operam em estabilidade em alguns vértices após o petróleo voltar a ceder diante da ação de vários países para tentar contornar bloqueios em Ormuz

Paulo Barros

Bomba de petróleo (Foto: Reuters)
Bomba de petróleo (Foto: Reuters)

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O Tesouro Direto sofreu mais uma interrupção temporária na plataforma em meio à forte volatilidade nos mercados por conta da guerra do Irã e da disparada do petróleo. Após o retorno dos negócios, as taxas amenizaram o forte movimento de alta verificado na abertura da sessão.

Na comparação com sexta-feira (7), no entanto, os juros permanecem mais altos ao longo da curva.

Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 passou de 13,33% na sexta-feira para 13,38%, enquanto o Prefixado 2032 subiu de 13,94% para 13,83% na atualização do início da tarde, após ter superado os 14% pela manhã.

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No prazo mais longo da modalidade, o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 passou de 14,11% para 13,92%, abaixo das máximas intradiárias.

Nos papéis atrelados à inflação, o movimento ainda mostra abertura frente ao fechamento anterior. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA +7,78% na sexta-feira para IPCA +7,80%, enquanto o IPCA+ 2037 saiu de IPCA +7,58% para IPCA +7,57%.

Na ponta longa da curva real, o juro real do IPCA+ 2040 avançou de 7,29% para 7,31%, enquanto o do IPCA+ 2045 permaneceu praticamente estável em 7,27%. A remuneração real do IPCA+ 2050 subiu de 6,95% para 6,97%, e a do IPCA+ 2060 ficou em 7,18%, praticamente no mesmo patamar do fechamento anterior.

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A abertura da curva ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, sem sinal de trégua após a ascensão do filho do aiatolá Ali Khamenei como novo líder supremo, e novos ataques iranianos atingindo uma base dos EUA no Iraque e uma refinaria no Bahrein.

A escalada militar elevou os temores sobre interrupções na oferta global de energia, impulsionando o petróleo novamente para acima de US$ 100 o barril.

O movimento reacendeu preocupações com pressões inflacionárias, mas desacelerou ao longo do dia à medida que países anunciavam medidas de contenção. De um lado, o G7 disse que avaliaria liberação de estoques emergenciais da commodity; de outro, europeus anunciaram uma iniciativa para tentar normalizar a navegação no Estreito de Ormuz.

Com isso, a alta do petróleo passou a ser mais contida, com o WTI recuando para US$ 95 o barril, e o Brent, para US$ 99, após terem atingido quase US$ 120 na máxima intradia.

O movimento também amenizou a corrida por dólares, com a divisa americana passando a recuar frente ao real na sessão, com perdas de 0,60%, a R$ 5,21

Veja as taxas do Tesouro Direto às 13h03 desta segunda-feira (9):

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TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0984%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202913,38%01/01/2029
Tesouro Prefixado 203213,83%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203713,92%01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,80%15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,57%15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,31%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,27%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 6,97%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,18%15/08/2060

Paulo Barros

Jornalista há quase 20 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve principalmente sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos