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Título paga a inflação mais 3,72% ao ano nesta sexta-feira; confira taxas do Tesouro Direto

Taxas operam sem movimento definido nesta tarde, com noticiário favorável sobre a guerra comercial entre China e EUA e queda na taxa de desemprego no Brasil

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, operam sem movimento definido na tarde desta sexta-feira (30).

Hoje, o mercado opera com um sentimento mais otimista após dirigentes da China afirmarem que as retaliações feitas pelo país às tarifas impostas pelos EUA já são suficientes e que as conversas para um acordo que ponha fim às tensões foram retomadas.

Na América Latina, a Argentina teve seu rating soberano em moeda estrangeira de longo prazo rebaixado de B- para SD (default seletivo) pela agência de classificação de risco S&P. Os ratings de emissão de curto prazo, por sua vez, foram rebaixados a D (default). De acordo com a agência, a extensão dos vencimentos da dívida de curto prazo a investidores institucionais representa um default.

Já no Brasil, investidores seguem otimistas com o PIB acima do esperado e repercutem os dados revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, que mostrou um recuo de 0,6 ponto percentual, para 11,8%, na taxa de desemprego do país no 2º trimestre, em relação aos três meses anteriores.

No que diz respeito ao mercado de câmbio, o dólar comercial operava com queda de 0,74% às 16h45, cotado a R$ 4,14. Na máxima do dia, chegou a R$ 4,16.

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No Tesouro Direto, o título atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com vencimento em 2024 pagava a inflação mais uma taxa de 3,05% ao ano, ante 3,06% a.a. na abertura do dia. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.791,66 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 55,83 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

As taxas dos títulos com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, apresentavam alta: 3,72% ao ano, ante 3,71% a.a. anteriormente.

Nos papéis com rendimento prefixado, como o com prazo em 2022, o retorno recuava de 6,16% para 6,14% a.a., enquanto o Tesouro Prefixado 2025 pagava uma taxa de 7,12%, ante 7,16% a.a. pela manhã.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta sexta-feira (30):
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 3,05% R$ 55,83 R$ 2.791,66
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,72% R$ 36,56 R$ 1.828,42
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,72% R$ 38,10 R$ 1.270,25
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,18% R$ 38,01 R$ 3.801,70
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,59% R$ 42,11 R$ 4.211,23
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 3,79% R$ 45,27 R$ 4.527,86
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 6,14% R$ 34,81 R$ 870,39
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 7,12% R$ 34,67 R$ 693,49
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,40% R$ 35,54 R$ 1.184,81
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02% R$ 102,84 R$ 10.284,68

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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