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Taxas de títulos do Tesouro Direto recuam nesta segunda-feira

Mercado teve aumento de aversão ao risco com derrota do atual presidente da Argentina nas eleições primárias

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam queda na tarde desta segunda-feira (12).

Na cena externa, o mercado acompanhou a derrota sofrida pelo atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, nas eleições primárias para a presidência do país. Ele ficou 15 pontos atrás da chapa composta por Alberto Férnandez e Cristina Kirchner. A forte vitória da oposição gera receio de que a derrota de Macri em outubro seja inevitável. Assim, é esperado um sell-off de ativos argentinos, em meio ao temor de retorno das políticas mais populistas da era Kirchner.

Já no âmbito doméstico, as atenções se voltaram à divulgação mais recente do Boletim Focus, do Banco Central. A pesquisa semanal com instituições financeiras mostrou que o mercado reduziu as projeções para a taxa Selic em 2019, de 5,25% para 5% no final do ano, e manteve as estimativas para os próximos três anos. Também houve redução na previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2019, de 0,82% para 0,81%. Para 2020, a expectativa ficou inalterada, em crescimento de 2,10%.

Com relação às expectativas para a inflação, houve redução de 3,80% para 3,76%, em 2019, e manutenção em 2020 (em 3,90%) e em 2021 (3,75%).

Ainda entre os destaques do dia, houve a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que subiu 0,3% em junho na comparação mensal, acima do consenso Bloomberg, de alta de 0,1%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o IBC-Br caiu 1,75%, enquanto no acumulado de 12 meses apresentou crescimento de 1,08%.

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No Tesouro Direto, o papel atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e com vencimento em 2024 pagava a inflação mais uma taxa anual de 2,81%, ante 2,84% a.a. mais cedo. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.817,16 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 56,34 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os títulos com vencimentos em 2035 e 2045 também apresentavam queda em suas taxas: 3,53% ao ano, ante 3,61% a.a. pela manhã.

Nos papéis com rendimentos prefixados, o prêmio anual do Tesouro Prefixado 2022 era de 5,92%, ante 5,95% ao ano, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2025 recuava de 6,96% para 6,88%.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos hoje:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 2,81% R$ 56,34 R$ 2.817,16
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,53% R$ 37,52 R$ 1.876,37
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,53% R$ 39,82 R$ 1.327,62
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,41% R$ 42,80 R$ 4.280,50
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 5,92% R$ 34,87 R$ 871,82
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 6,88% R$ 34,96 R$ 699,23
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 7,15% R$ 35,94 R$ 1.198,23
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02% R$ 102,51 R$ 10.251,86

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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