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Tesouro Direto: confira os preços e as taxas dos títulos nesta terça-feira

Taxas de títulos indexados à inflação fecham em alta; mercado acompanhou aprovação de Medidas Provisórias, falas de Roberto Campos Neto e discurso do presidente do Fed, nos EUA

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos indexados à inflação e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam alta no fechamento do pregão desta terça-feira (4).

Dentre as principais notícias do dia esteve a aprovação no Senado ontem da Medida Provisória 871, que combate as fraudes na Previdência. É esperado que a MP traga uma economia de quase R$ 10 bilhões ao ano aos cofres públicos.

Também no radar, a produção industrial brasileira teve alta de 0,3% em abril na comparação com o mês anterior, segundo dados do IBGE. Apesar da alta, o setor industrial acumula queda de 2,7% no ano.

Ontem, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou durante evento em São Paulo, que "os juros já estão baixos", mas os recursos ainda não estão fluindo e, por isso,a agenda micro é importante." Ao jornal Valor Econômico, Neto disse que não é correto afirmar que a instituição não esteja preocupada com o crescimento da economia. Segundo ele, a melhor forma de contribuir para o crescimento é "ter credibilidade". 

No exterior, o mercado acompanhou o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, banco central americano, em que afirmou estar "monitorando de perto" o impacto dos desenvolvimentos das negociações comerciais. Powell afirmou ainda, que o Fed agirá quando
apropriado para sustentar a expansão da economia, o que foi visto como uma sinalização de abertura para corte de juros, se necessário.

No Tesouro Direto, o papel indexado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com vencimento em 2024 oferecia retorno de 3,68% ao ano, ante 3,63% a.a. pela manhã. O investidor pode adquirir o título integralmente por R$ 2.678,43 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 53,56 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Já os papéis com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam a inflação mais uma taxa de 3,95% ao ano, ante 3,89% a.a. mais cedo.

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Já os papéis prefixados apresentaram queda nas taxas, como o com vencimento em 2022, que pagava 6,86% ao ano, ante 6,91% a.a. na abertura. O mesmo aconteceu com o Tesouro Prefixado com vencimento em 2025, que pagava 7,83% ao ano, ante 7,90% a.a. pela manhã.

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o investimento até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta terça-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 3,68% R$ 53,56 R$ 2.678,43
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,95% R$ 34,90 R$ 1.745,14
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,95% R$ 35,57 R$ 1.185,91
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,70% R$ 37,44 R$ 3.744,23
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,88% R$ 40,37 R$ 4.037,05
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 4,02% R$ 44,05 R$ 4.405,31
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 6,86% R$ 33,71 R$ 842,92
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 7,83% R$ 32,86 R$ 657,23
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 8,13% R$ 34,83 R$ 1.161,24
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02% R$ 101,32 R$ 10.132,56

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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