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Em dia de vencimento no Tesouro Direto, título público paga menor taxa desde 2013

Na contramão dos contratos de juros futuros, taxas dos títulos públicos recuavam na abertura do dia

SÃO PAULO – Apesar de os contratos de juros futuros operarem em alta na abertura desta quarta-feira (15), as taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam queda nesta manhã.

Seguindo a alta de 0,5% do dólar, que ultrapassou a cotação de R$ 3,99, o contrato DI com vencimento em janeiro de 2021 subia 4 pontos-base, para 6,89% mais cedo, enquanto o DI com vencimento em janeiro de 2025 subia 5 pontos-base, para 8,61%, após máxima de 8,63% às 9h21 (horário de Brasília).

Entre as principais notícias do dia, estão a crise política envolvendo o anúncio do corte de 30% nas verbas discricionárias das universidades federais e a divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que mostrou que a economia brasileira teve uma retração de 0,68% no primeiro trimestre de 2019 em comparação com o quarto trimestre de 2018.

No exterior, os mercados têm um dia de baixa, após a divulgação de dados fracos da produção industrial e das vendas do varejo na China, e em meio a novas preocupações com o desenrolar das negociações para um acordo comercial entre chineses e americanos.

No Tesouro Direto, o papel indexado à inflação com vencimento em 2024 oferecia a menor taxa desde 2013, pagando a inflação mais 3,90% ao ano, ante 3,99% a.a. na véspera. No ano, o título acumula ganhos de 6%. O investidor pode aplicar uma quantia mínima de R$ 52,79 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.639,50. 

A queda também era vista nos títulos indexados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Os papéis com vencimento em 2035 e 2045, por exemplo, pagavam taxa de 4,30% ao ano (acrescida da inflação), ante 4,34% a.a. na abertura de ontem.

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Nos prefixados, o papel com vencimento em 2022, por exemplo, oferecia retorno de 7,52% ao ano, ante 7,60% a.a. na terça. Já o Tesouro Prefixado com vencimento em 2025 pagava 8,57% ao ano, ante prêmio anual de 8,63% a.a. ontem.

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o investimento até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

Vencimento do Tesouro IPCA+ de 2019

Nesta quarta-feira (15), vencem R$ 9 bilhões em recursos aplicados por meio do Tesouro Direto no título indexado ao IPCA com vencimento em 2019. Com isso, o Tesouro vai devolver o investimento corrigido pela taxa que foi contratada no momento da aplicação no maior vencimento da história do programa. O InfoMoney fez uma reportagem mostrando como investir os recursos que voltarão para a conta dos investidores.

Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quarta-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 3,90% R$ 52,79 R$ 2.639,50
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 4,30% R$ 32,95 R$ 1.647,97
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 4,30% R$ 32,48 R$ 1.082,96
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 3,99% R$ 36,68 R$ 3.668,90
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 4,22% R$ 38,79 R$ 3.879,04
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 4,33% R$ 41,80 R$ 4.180,15
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 7,52% R$ 33,05 R$ 826,32
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 8,57% R$ 31,48 R$ 629,80
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 8,79% R$ 33,36 R$ 1.112,13
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 0,02% R$ 100,97 R$10.097,59

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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