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Como o "efeito Bolsonaro" afeta as taxas dos títulos do Tesouro Direto

O programa "Tesouro Direto com Ganhos Turbinados" foi ao ar nesta sexta-feira

SÃO PAULO - O mercado brasileiro reagiu com euforia após o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se mostrar em tendência de alta na corrida presidencial tanto no Ibope quanto no Datafolha. Como reflexo disso, a bolsa disparou na última terça-feira (2), levando o dólar à mínima de R$ 3,84 e afetando também as taxas dos títulos públicos.

O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024, por exemplo, oferece hoje uma taxa de 5,54% ao ano. Pouco tempo atrás, a taxa estava em 5,70% a.a. - o que permite ganhos turbinados a quem vender o papel antes da data de vencimento. “As taxas estão caindo. Quem comprou lá atrás se deu bem, já que está ganhando mais do que contratou”, explica o professor do InfoMoney Alan Ghani no programa “Tesouro Direto com Ganhos Turbinados”.

O mesmo vale para os títulos prefixados. Os papéis com vencimento em 2025 e 2029, por exemplo, recuaram de 12% a.a. para 11,80% e hoje já estão na casa dos 11,17% e 11,22% a.a., respectivamente. De acordo com o professor, esses papéis são indicados para quem quer "tradear" na renda fixa, ou seja, que compra para vender no curto prazo e ter um ganho expressivo.

O que fazer diante dessa desvalorização das taxas do Tesouro Direto? Ghani explica que se o investidor acredita em uma vitória de Bolsonaro no primeiro turno, isso não está precificado, ou seja, as taxas vão recuar ainda mais e, portanto, é um bom momento para compra.

Por outro lado, se o investidor acredita que haverá um segundo turno, as taxas já estão precificadas pelo mercado e, por isso, não devem sofrer muita mudança até a próxima segunda-feira (8). Confira a explicação completa no vídeo acima.

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