Renda fixa

Tesouro Direto: títulos públicos operam sem direção definida nesta segunda-feira

Atenção dos investidores se volta para aumento dos casos de Covid-19 no país, pressão inflacionária e alta dos títulos públicos nos EUA

SÃO PAULO – Os títulos públicos negociados pelo programa Tesouro Direto operam sem uma clara tendência nesta segunda-feira (8), com alta dos prêmios de papéis prefixados e queda dos indexados à inflação.

Nos prefixados, a taxa do título com vencimento em 2024 era de 7,20% nesta tarde, contra 7,15% na sexta-feira. Da mesma forma, o juro pago pelo Tesouro Prefixado 2026 avançava de 7,70% para 7,74% ao ano.

Já entre os títulos atrelados à inflação, o papel com vencimento em 2026 pagava uma taxa real de 2,93% nesta tarde, ante 3,08% na sessão anterior, enquanto o prêmio pago pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030 recuava de 3,39% para 3,33% ao ano.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta segunda-feira (8):

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Fonte: Tesouro Direto

Avanço da Covid-19 no Brasil

No quadro doméstico, a atenção dos investidores se volta para o recrudescimento da pandemia no país nos últimos dias.

Diversos estados registram superlotações em UTIs e falta de leitos hospitalares, enquanto a demora na vacinação segue como um grave impasse no combate à pandemia.

Ontem o país registrou, pelo nono dia seguido, recorde na média móvel de mortes por Covid-19 em sete dias, com a marca de 1.497 falecimentos, alta de 42% em comparação com a média de 14 dias atrás.

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Na cena política, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial deve ter seu relatório apresentado na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira, depois de o projeto ter sido aprovado nos dois turnos no Senado na semana passada.

O texto prevê a extensão do pagamento do auxílio emergencial fora do teto de gastos ao limite de R$ 44 bilhões e gatilhos fiscais que possam ser acionados quando as despesas obrigatórias baterem 95% do Orçamento.

Ainda entre os destaques do dia, o relatório Focus divulgado nesta manhã pelo Banco Central (BC) mostrou que, pela nona semana consecutiva, os economistas elevaram a estimativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, desta vez de 3,87% para 3,98%, acima, portanto, do centro da meta, de 3,75%.

Antes do início das revisões para cima, a projeção do mercado apontava para uma alta de 3,32% do índice de preços, depois da inflação de 4,52% registrada em 2020.

Reflexos dos estímulos nos EUA

No fronte global, a primeira sessão da semana é marcada pela maior aversão ao risco diante do aumento no rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dez anos.

O movimento no mercado americano de títulos ocorre na esteira da aprovação pelo Senado americano do pacote de US$ 1,9 trilhão em estímulos para aquecer a economia após a crise do coronavírus.

A expectativa do mercado é de que a retomada guiada pelos estímulos, e uma consequente volta da inflação, force o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) a rever sua política, iniciando um aumento dos juros no médio prazo.

Destaque ainda para a retomada da economia da China. As exportações do gigante asiático dispararam 155% em dólar no mês passado, em bases anuais, enquanto as importações avançaram 17,3%, no melhor resultado desde outubro de 2018.

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Os investidores monitoram ainda o mercado de petróleo, após a Arábia Saudita afirmar que suas unidades petrolíferas foram alvo de ataques por mísseis e drones no domingo (7).

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