Tesouro Direto: taxas têm alívio após recorde na véspera, com mercado avaliando IPCA

O Tesouro Prefixado com vencimento em 2027 havia subido juros para próximo de 15% ao ano, mas eles recuam nesta terça

Equipe InfoMoney

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As taxas dos títulos públicos do Tesouro Direto passam por alívio na abertura das negociações nesta terça-feira (10), com investidores avaliando a desaceleração do IPCA, que foi a 0,39% em novembro.

Após atingir recorde de 14,91% na véspera, o Tesouro Prefixado paga 14,76% na primeira atualização desta terça. Já o título que vence em 2031, que foi a 14,43% ao ano na segunda, tem taxa de 14,22% hoje.

Queda também nos prêmios dos títulos de inflação. O título mais curto, que vence em 2029, entrega 7,30% de juro real após bater máxima de 7,40% ontem. Já a taxa prefixada do papel de 2035 vai a 6,88%, ante 6,96% na véspera.

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Para analistas, apesar da desaceleração, o IPCA apresenta composição que preocupa pelos preços em serviços e alimentos, o que deve gerar pressão adicional sobre o Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom), que anuncia decisão de juros na quarta-feira (11).

Para economistas de casas como XP, Suno e Morgan Stanley, aumentaram as chances de o Copom decidir por uma alta da Selic em 1 ponto percentual, elevando a taxa básica para 12,25% ao ano.

Enquanto isso, o mercado aguarda o desenrolar da tramitação do pacote fiscal na Câmara dos Deputados, após adiamento na segunda em meio a discussões a respeito de emendas parlamentares. O receio de operadores é de que as medidas sejam votadas apenas em 2025.

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Confira as taxas dos títulos públicos disponíveis no Tesouro Direto nesta terça-feira (10) às 9h34:

(Fonte: Tesouro Direto)