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As taxas do Tesouro Direto operam em queda na manhã desta terça-feira (3), devolvendo parte da pressão observada no pregão anterior, em um movimento que reflete a leitura do mercado após a divulgação da ata do Copom. A sinalização de que o Banco Central ainda depende de mais informações para definir o ritmo do ciclo de cortes ajudou a reduzir os prêmios embutidos nos papéis, especialmente nos títulos prefixados.
Na comparação com a segunda, o ajuste é mais visível justamente nos papéis nominais. O Tesouro Prefixado 2029 recuou de 12,80% para 12,73%, enquanto o Prefixado 2032 caiu de 13,39% para 13,32%. No trecho mais longo da curva, o título com juros semestrais e vencimento em 2037 passou de 13,60% para 13,53%, mostrando um fechamento relativamente uniforme das taxas por prazo.
Os títulos atrelados à inflação também acompanharam o movimento, embora de forma mais moderada. O Tesouro IPCA+ 2032 cedeu de 7,56% para 7,54% de juro real, enquanto o IPCA+ 2040 recuou de 7,29% para 7,24%. Na ponta mais longa, o IPCA+ 2060 caiu de 7,08% para 7,04%, mantendo as taxas reais em patamar elevado, mas com leve alívio nesta manhã.
O movimento desta terça contrasta com o cenário da véspera, quando as taxas longas haviam subido em meio à apreensão do mercado com a indicação de Guilherme Mello para a diretoria do BC, confirmada por Fernando Haddad nesta terça. Naquele pregão, investidores pediram prêmio adicional para carregar papéis de prazo mais longo, o que pressionou principalmente os títulos atrelados ao IPCA e os prefixados mais distantes.
Hoje, a ata do Copom trouxe um tom mais prudente, ao reforçar que o BC depende de novos dados para definir o tamanho do ciclo de cortes. O documento voltou a citar a resistência do mercado de trabalho e as expectativas de inflação ainda acima da meta como fatores que recomendam cautela, ao mesmo tempo em que reconheceu sinais mais favoráveis, como o arrefecimento recente da inflação e a redução das incertezas de curto prazo.
“Seguimos a aposta de corte de 25 pontos-base na reunião de março, com risco de corte de 50 pontos-base. Em prol de uma postura mais cautelosa, o BC segue citando, principalmente, a resistência do mercado de trabalho e as expectativas de inflação ainda distantes da meta”, explica Leonardo Costa, economista do ASA. Segundo ele, a projeção é de uma Selic terminal em 12,5% em 2026, compatível com um ciclo de cortes mais comedido.
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Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h27 desta terça-feira (3):
| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,099% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 12,73% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 13,32% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 13,53% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,54% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,41% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,24% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,17% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 6,84% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,04% | 15/08/2060 |