Tesouro Direto: taxas recuam após Fed cortar juro e prever mais duas reduções em 2025

A reação do Tesouro Direto acompanhou o otimismo dos mercados globais após o anúncio do Fed; confira as taxas

Paulo Barros

Foto: Unsplash
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As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto caíram na tarde desta quarta-feira (17) após a decisão do Federal Reserve de reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 4% a 4,25%, e sinalizar mais dois cortes até o fim de 2025. O movimento reforçou a percepção de alívio nas condições financeiras globais e abriu espaço para queda dos prêmios exigidos pelos investidores brasileiros.

No mercado doméstico, os papéis prefixados recuaram em bloco. O Tesouro Prefixado 2028 passou de 13,16% ao ano pela manhã para 13,12% às 15h26. Já o Tesouro Prefixado 2032 caiu de 13,49% para 13,46%, enquanto o título com juros semestrais 2035 recuou de 13,56% para 13,54%.

Entre os papéis indexados à inflação, também houve ajuste para baixo nas taxas de longo prazo. O Tesouro IPCA+ 2040 caiu de 7,07% para 7,02% na parte prefixada, e o IPCA+ com juros semestrais 2060 passou de 7,12% para 7,10%. Já o IPCA+ 2029 recuou levemente, de 7,63% 7,60%, refletindo menor prêmio exigido no vértice intermediário.

A reação do Tesouro Direto acompanhou o otimismo dos mercados globais após o anúncio do Fed. O Ibovespa superou os 146 mil pontos pela primeira vez na história, enquanto os rendimentos dos Treasuries americanos recuaram, ampliando o diferencial positivo a favor da renda fixa brasileira.

Confira as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto às 15h26:

(Fonte: Tesouro Direto)

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)