Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos indexados à inflação sobem em dia de divulgação de IPCA-15

IPCA-15 registrou alta de 1,05% em dezembro, em linha com as estimativas; preços da carne subiram 17,7% no mês

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos indexados à inflação e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam alta na tarde desta sexta-feira (20).

No noticiário do dia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 1,05% em dezembro, em linha com as estimativas captadas pelo Projeções Broadcast, que variavam de alta de 0,65% a 1,08%. O resultado foi puxado pelo aumento nos preços da carne, que subiram 17,7% no mês e tiveram o maior impacto individual sobre o índice (0,48 ponto percentual).

Em novembro, a alta do IPCA-15 tinha sido de 0,14%. Com isso, o índice acumula em 2019 um aumento de 3,91%.

Ontem, dados mais fortes de emprego e de previsões para a inflação também suportaram uma valorização nas taxas dos títulos públicos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criadas 99.232 vagas em novembro, o melhor resultado para o mês desde 2010.

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No Tesouro Direto, o título com rentabilidade indexada à inflação, juros semestrais e vencimento em 2050 pagava 3,62% ao ano, ante 3,59% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 47,45 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 4.745,71.

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um retorno anual de 3,50%, ante 3,47% ao ano anteriormente.

Os títulos com retorno prefixado, por sua vez, apresentavam queda em suas taxas, como o Tesouro Prefixado 2022, cuja taxa cedia de 5,44% para 5,39% ao ano. Já o retorno do Tesouro Prefixado 2025 recuava de 6,70% para 6,66% ao ano.

No cenário internacional, investidores acompanharam a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no terceiro trimestre de 2019, de acordo com o Departamento do Comércio, em linha com as expectativas.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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O que muda com Selic a 4,5% ao ano?

Com juros na mínima histórica, produtos com retornos pós-fixados, indexados ao CDI, estão rendendo cada vez menos, assim como a rentabilidade da caderneta de poupança, que é atrelada à Selic, está menor.

Nos últimos 12 meses até novembro, a caderneta rendeu 4,7%. Agora, com a Selic em 4,5% ao ano, o retorno da poupança passa a ser de 3,15% ao ano e segue perdendo para outras aplicações.

Um produto de renda fixa com retorno equivalente a 100% do CDI rende perto de 5,6% neste ano. Descontada a maior alíquota de Imposto de Renda, de 22,5%, a rentabilidade cai para 4,3%, ainda bem superior à da caderneta.

O InfoMoney conversou com especialistas em investimentos para entender quais as oportunidades hoje na renda fixa com juros mais baixos. Confira a matéria completa aqui.