Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam nesta terça-feira, em meio à deflação em maio

Considerado a prévia da inflação oficial, IPCA-15 registrou deflação de 0,59% em maio, a menor variação mensal desde início do Plano Real

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SÃO PAULO – A deflação registrada pelo IPCA-15 em maio e um ambiente mais tranquilo no exterior levaram as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto a apresentarem novamente queda nesta terça-feira (26), embora o movimento tenha perdido força ao longo do dia.

O título indexado à inflação com prazo em 2026 pagava uma taxa de 2,84% ao ano nesta tarde, ante 2,87% a.a. ontem. O papel Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2030, por sua vez, pagava um prêmio de 3,49% a.a., abaixo dos 3,53% de ontem, enquanto o prêmio do mesmo título com vencimento em 2055 cedia de 4,30% para 4,28% ao ano.

Entre os papéis prefixados, o juro do título com vencimento em 2023 recuava de 4,35% para 4,31% ao ano, enquanto o prêmio pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 recuava de 7,27% para 7,25% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta terça-feira (26):

Noticiário

Entre os destaques do dia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou deflação de 0,59% em maio na comparação com abril, pior que a expectativa dos economistas consultados pela Bloomberg, que estimavam queda de 0,48% para o período.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta é a menor variação mensal desde o início do Plano Real, em 1994, e foi pressionada pelo recuo nos preços de combustíveis e das passagens aéreas.

Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 0,35% no ano, e de 1,96% em 12 meses.

No ambiente externo, a atenção recaiu sobre o anúncio da empresa americana de biotecnologia Novavax, de que iniciou o primeiro estudo em humanos de uma vacina experimental contra a Covid-19. Essa iniciativa se soma a outras que estão em curso.

No mundo, já são mais de 5,6 milhões de pessoas contaminadas e 348 mil óbitos. No Brasil, são mais de 376 mil casos confirmados e 23,5 mil mortes.

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