Renda fixa

Tesouro Direto: Taxas de títulos públicos recuam nesta terça-feira, em meio à deflação em abril

Considerado a prévia da inflação, IPCA-15 registrou deflação de 0,01% em abril, abaixo da expectativa de economistas

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SÃO PAULO – A deflação registrada pelo IPCA-15 em abril está levando as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto a apresentarem queda na tarde desta terça-feira (28), em um dia também de maior alívio no cenário externo, com investidores monitorando resultados corporativos e o apoio de governos às companhias impactadas pelo coronavírus.

Entre os títulos prefixados, o papel com prazo em 2023 pagava uma taxa de 4,93% ao ano, ante 5,73% a.a. na tarde de segunda-feira (28). O retorno do Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, cedia de 8,07% para 7,18% ao ano.

Com relação aos papéis com retorno indexado à inflação, o juro do título com vencimento em 2026 recuava de 3,73% para 3,54% ao ano. Já os títulos com prazos em 2035 e 2045 pagavam a inflação mais um prêmio anual de 4,45%, ante 4,67% ao ano ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta terça-feira (28):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Entre os destaques do dia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, registrou deflação de 0,01% em abril, abaixo da expectativa dos economistas consultados pela Reuters, que estimavam alta de 0,01% para o período.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado é o menor para o mês desde o início do Plano Real, em 1994, e foi pressionado pelo recuo nos preços da gasolina, do etanol e do óleo diesel.

Com o resultado, o IPCA-15 acumula aumento de 0,94% em 2020, enquanto, em 12 meses, a inflação é de 2,92%.

Por aqui, investidores também monitoram o cenário político, com a nomeação pelo presidente Jair Bolsonaro do advogado André Mendonça a ministro da Justiça, bem como a abertura de um inquérito para investigar as declarações do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, contra Bolsonaro.

No ambiente externo, contribui para um maior alívio dos mercados a queda no número de novos casos e mortes pela Covid-19 em países como Itália, Espanha e França, aumentando as expectativas pelo fim das quarentenas.

Por lá, a atenção dos investidores recai ainda sobre a divulgação de balanços do primeiro trimestre, como o do banco suíço UBS, que registrou lucro líquido de 1,6 bilhão de euros no período, um crescimento de 40% em bases anuais. Repercute também a notícia de que o governo alemão auxiliará a empresa aérea Lufthansa com 9 bilhões de euros.

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