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Tesouro Direto: taxas de títulos prefixados recuam nesta terça-feira

Após anúncio de estímulos pelos governos dos EUA e do Japão, mercados tiveram dia de recuperação das bolsas globais

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SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentaram queda nesta terça-feira (10), após três dias consecutivos de alta.

À tarde, o título prefixado com vencimento em 2023 pagava um prêmio de 5,20% ao ano, ante 5,36% a.a. no fechamento de segunda-feira (9). O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 34,70 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 867,60.

O Tesouro Prefixado 2026, por sua vez, oferecia um prêmio anual de 6,58%, ante 6,70% a. anteriormente.

Entre os títulos indexados à inflação, o com vencimento em 2035 pagava 3,68% ao ano, ante 3,65% a.a. no pregão anterior. Já o retorno do Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 cedia de 3,70% para 3,67% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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O movimento de correção ocorre um dia depois do pânico dos investidores com a guerra de preços do petróleo, em um ambiente já fragilizado com os impactos do coronavírus na economia global. O Ibovespa registrou seu sexto circuit breaker da história e fechou ontem com queda de 12,2%, aos 86.067 pontos, no pior pregão desde 1998. Já o dólar registrou alta de 1,97%.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o IMA-Geral, índice que reflete a média da trajetória dos títulos públicos, teve queda de 0,80% ontem. O resultado foi o pior desde 18 de maio de 2017, no chamado “Joesley Day”. No mês, o índice acumula perda de 0,58%.

As baixas também foram encontradas entre os índices que refletem o desempenho das NTN-Bs (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com juros semestrais), com perdas de 2,18% do IMA-B e de 3,38%, do IMA-B 5+, que expressa a carteira com prazo acima de cinco anos. No mês, os índices têm retornos negativos de 1,91% e de 3,32%, respectivamente.

Noticiário do dia

Nesta terça-feira, destaque para a informação de que o ministro de Energia da Rússia convocou uma reunião para discutir uma possível cooperação com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O anúncio de estímulos por parte dos governos dos Estados Unidos e do Japão também gerou maior calmaria nos mercados.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou os dados da produção industrial em janeiro. No período, a produção avançou 0,9% frente a dezembro de 2019, acima do esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que era de alta de 0,6%, e interrompendo dois meses de taxas negativas.

Em relação a janeiro de 2019 (série sem ajuste sazonal), a produção da indústria caiu 0,9%, após também assinalar perdas em novembro (-1,7%) e dezembro (-1,2%) de 2019. No acumulado em 12 meses, a atividade industrial recua 1,0%.

Hoje, o Ibovespa fechou em sua maior alta em onze anos, com valorização de 7,14%, aos 92.214 pontos. Enquanto isso, o dólar recuou pela primeira em sete dias, com queda de 1,69%, a R$ 4,6444, com novas intervenções do Banco Central no câmbio.

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