Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos sobem na tarde desta terça-feira

Na contramão das expectativas, o presidente Donald Trump lamentou “terríveis acordos comerciais que foram feitos ao longo dos anos”

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Várias notas de cem reais na mão de uma pessoa que não aparece na foto.
(Shutterstock)

SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, passaram a subir na tarde desta terça-feira (12).

No exterior, o presidente americano, Donald Trump, não falou sobre adiamento das tarifas a veículos importados da União Europeia. Em discurso, ele chegou a lamentar “horríveis, incompetentes e terríveis acordos comerciais que foram feitos ao longo dos anos”, na contramão das expectativas de uma sinalização mais conciliatória.

Sobre a China, o presidente americano destacou que a fase 1 do acordo poderia ocorrer rapidamente, mas alertou que, sem consenso, irá elevar as tarifas contra o país. “Sem acordo significa aumentos significativos das taxas”, ameaçou.

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Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta manhã que o volume de serviços no país cresceu 1,2% em setembro na comparação com agosto, quando caiu 0,1%. Foi a maior alta desde agosto do ano passado. O setor já havia apresentado cinco taxas negativas durante o ano, e agora sai do patamar negativo no acumulado no ano.

Entre os títulos com rentabilidade prefixada, a taxa oferecida pelo Tesouro Prefixado 2025 subia de 6,24% para 6,25% ao ano.

Já os papéis indexados à inflação com juros semestrais e prazo em 2050 subiam de 3,39% para 3,40% ao ano. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 4.866,36 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 48,66 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os títulos com vencimentos intermediários e atrelados à inflação aumentavam a alta já registrada pela manhã. Os papéis com vencimento em 2035 e 2045 pagavam uma taxa de 3,15% ao ano, ante 3,14% a.a. na abertura do dia anterior.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

 

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Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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