Renda fixa

Tesouro Direto: títulos públicos operam próximos da estabilidade nesta tarde

Investidores repercutiram anúncio de eficácia de medicamento da farmacêutica Moderna; no Brasil, mercado voltou a elevar projeções para o IPCA

Notas de 50 e 100 reais
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Os títulos públicos negociados via Tesouro Direto operavam próximos da estabilidade na tarde desta segunda-feira (16), com os investidores de olho na cena externa.

O título indexado à inflação com vencimento em 2035 pagava um prêmio anual de 4,12%, ante 4,11% a.a. na tarde de sexta-feira (13). A taxa paga pelo mesmo papel com prazo em 2035, por sua vez, era de 4,12%, ante 4,11% anteriormente.

Entre os papéis com retorno prefixado, o com vencimento em 2026 prometia taxa anual de 7,39%, ante 7,38% anteriormente. Já o prêmio do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 era de 7,78% ao ano, frente à taxa de 7,71% a.a. no pregão anterior.

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Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta segunda-feira (16):

Fonte: Tesouro Direto

Inflação em alta

Entre os destaques do dia, o mercado financeiro vê uma pressão inflacionária cada vez maior e revisou para cima a projeção do IPCA para 2020 pela 14ª semana consecutiva, desta vez de 3,20% para 3,25%. Os dados são do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta manhã.

Para 2021, também houve aumento nas projeções, pela quarta semana consecutiva, com a inflação passando de 3,17% para 3,22%.

Com relação ao desempenho da economia brasileira, os economistas consultados pelo Focus voltaram a revisar as projeções da queda estimada para este ano, de 4,80% para 4,66%.

Para 2021, contudo, é esperada uma expansão de 3,31% do Produto Interno Bruto (PIB), sem alterações na comparação com o último levantamento.

Por fim, no que tange às expectativas para a taxa Selic, não houve alterações nesta semana. O mercado financeiro vê a taxa básica de juros encerrando este ano em 2% ao ano e subindo para 2,75% em dezembro de 2021.

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Ainda na cena doméstica, as eleições municipais ficaram marcadas pela vitória do DEM e a derrota dos candidatos apoiados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

Quadro internacional

Na cena externa, o sentimento foi de otimismo após dados fortes da China e o anúncio da farmacêutica Moderna de que sua vacina contra o coronavírus tem mais de 94% de eficácia, acima dos 90% da profilaxia da Pfizer e da BioNTech.

Entre os indicadores do dia, a produção industrial da maior economia asiática registrou um crescimento de 6,9% nos 12 meses encerrados em outubro, número acima dos 6,5% projetado em pesquisa do Wall Street Journal.

Ainda na Ásia, o PIB do Japão avançou 5% no terceiro trimestre, o primeiro crescimento em quatro trimestres e a maior expansão desde 1980, período em que há dados comparáveis.

Destaque ainda para a assinatura da Parceria Econômica Regional Compreensiva entre 15 países asiáticos. Este é o maior acordo comercial do mundo, com uma população de 2,2 bilhões de pessoas e uma produção no valor de US$ 26,2 trilhões, 30% superior à União Europeia em ambos os aspectos.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump chegou a admitir nas redes sociais que o democrata Joe Biden havia vencido as eleições, embora ainda sustentasse as acusações de fraude nas urnas. Mais tarde, contudo, Trump voltou atrás e disse que o tuíte feito não significava uma desistência.

Por lá, os investidores seguiram monitorando o avanço das novas contaminações diárias de Covid-19. Na sexta-feira, foram contabilizados 181.196 novos casos, o maior patamar da série de dados mantida pelo jornal americano The New York Times. No dia seguinte, foram contabilizados 159.121 novos casos, o maior patamar para um sábado.

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