Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos públicos recuam em dia de prévia do PIB brasileiro

IBC-Br, do Banco Central, mostra queda de 5,9% da atividade doméstica de fevereiro para março e de 1,52%, na comparação anual

Dinheiro na mão
(Shutterstock)

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam queda na tarde desta sexta-feira (15).

Após uma bateria de dados fracos sobre o comportamento da economia brasileira neste começo de ano, com resultados decepcionantes da produção, do varejo e do setor de serviços, a prévia do PIB, medida pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), sinalizou que a atividade segue fragilizada.

O indicador registrou queda de 5,9% em março na comparação com fevereiro, em linha com a estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, de recuo de 5,95%. Já na comparação anual, o IBC-Br caiu 1,52%, ante projeções de uma retração de 2,4%.

Por aqui, investidores monitoraram ainda o pedido de demissão de Nelson Teich do comando do Ministério da Saúde. O movimento, pouco menos de um mês após ele assumir o cargo, ocorre em meio a divergências públicas com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas de enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Mercado hoje

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava uma taxa de 3,53% ao ano nesta manhã, ante 3,65% a.a. na tarde de quinta-feira (14). Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 4,56%, frente aos 4,73%, a.a. ofertados anteriormente.

Entre os papéis prefixados, o juro do papel com vencimento em 2023 recuava de 4,94% para 4,77% ao ano, enquanto o prêmio pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais e vencimento em 2031 cedia de 8,37% para 8,26% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta sexta-feira (15):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário externo

No ambiente externo, investidores monitoraram dados da produção industrial chinesa, que cresceu 3,9% em abril, acima das projeções, de 1,5%, segundo pesquisa da Reuters. Por outro lado, as vendas do varejo no país asiático caíram 7,5%, mais que a estimativa, de queda de 6%.

Nos Estados Unidos, a atenção também recaiu sobre os dados de vendas no varejo, que recuaram 16,4% em abril, resultado pior que o esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que projetavam queda de 12%. Os números da produção industrial no país também são esperados hoje.

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