Renda fixa

Tesouro Direto: Taxas de títulos públicos operam em queda nesta quarta-feira

Mercados operam de olho em possibilidade de maior corte da Selic; no exterior, foco está no petróleo

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Com o mercado de olho na próxima movimentação do Banco Central brasileiro com relação à taxa básica de juros, as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto seguem em queda na tarde desta quarta-feira (22).

Entre os papéis com retorno atrelado à inflação, o com vencimento em 2026 pagava 2,91% ao ano, ante 2,97% a.a. na tarde de segunda-feira (20), véspera de feriado. Os títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 4,07%, ante 4,17% a.a. anteriormente.

Com relação aos papéis prefixados, o título com vencimento em 2023 pagava 4,23% ao ano, ante 4,35% a.a. no pregão anterior, enquanto o prêmio do Tesouro Prefixado com vencimento em 2026 cedia de 6,42% para 6,36% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quarta-feira (22):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Em live promovida pelo jornal o Estado de S. Paulo na segunda-feira (20), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que está “muito distante” no Brasil a situação em que a política de juros não faz mais efeito na economia. Campos Neto afirmou também que é importante que o BC tenha às mãos os mais diversos instrumentos para garantir liquidez nos mercados, ainda que não precise usar todos.

Com um discurso visto pelo mercado como mais “dovish”, isto é, favorável a taxas de juros baixas, o mercado começa a se preparar para uma maior redução da Selic, atualmente em 3,75% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio. No mercado de juros futuros, os contratos de DIs já embutem apostas de corte de 0,75 ponto percentual.

Em relatório, o Barclays vê um corte da Selic para 3,00% ao ano, sem descartar uma redução em um ponto percentual, caso as condições financeiras sejam favoráveis.

Segundo o banco britânico, um corte maior também dependeria do comportamento ordenado do câmbio. Por outro lado, um risco significativo para a expectativa de corte da Selic viria da política fiscal, caso o Congresso aprove medidas novas e inesperadas que tragam pressão para as contas públicas.

Em meio à pandemia de coronavírus, o movimento de afrouxamento monetário também é visto no México e na Turquia. Ontem, em reunião emergencial, o banco central mexicano cortou em meio ponto percentual a taxa de juros do país, para 6% ao ano. Já na Turquia, o corte foi maior, de um ponto percentual, levando os juros para 8,75% a.a. – a oitava redução em menos de um ano.

Nesta quarta-feira (22), os investidores ainda monitoram a disparada do petróleo de até 30%, após a derrocada dos últimos dias. Isso porque na véspera do feriado (20), o Brent, em Londres, recuou para US$ 16, no menor nível em quase 21 anos. Diante de um cenário de excesso de oferta, os futuros WTI do petróleo ficaram abaixo de zero pela primeira vez na história.

(Com Bloomberg)

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