Tesouro Direto

Taxas de títulos públicos sobem com aumento de aversão ao risco no exterior

Notícias de que China está pessimista com as chances de fechar um acordo comercial com os Estados Unidos tumultua mercados nesta tarde

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SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na tarde desta segunda-feira (18), com aumento de aversão ao risco no exterior.

Lá fora, notícias de que a China está pessimista com as chances de fechar um acordo comercial com os Estados Unidos tumultuou os mercados. De acordo com a rede americana CNBC, essa piora nas perspectivas ocorre por conta da relutância do presidente americano, Donald Trump, em reverter as tarifas impostas contra bilhões de dólares em produtos chineses.

No Tesouro Direto, o título atrelado à inflação com vencimento em 2024 pagava uma taxa de 2,20% ao ano, ante 2,16% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 58,52 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 2.926,34. Já nos papéis com vencimentos em 2035 e 2045, a taxa avançava de 3,15% para 3,18% ao ano.

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Entre os títulos com rentabilidade prefixada, o Tesouro Prefixado 2025 oferecia um prêmio de 6,27% ao ano, ante 6,25% a.a. anteriormente, enquanto o prêmio pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais 2029 avançava de 6,62% para 6,63% ao ano.

No cenário doméstico, investidores seguiram repercutindo a divulgação do Relatório Focus, do Banco Central. A pesquisa semanal com instituições financeiras mostrou um corte na projeção para a taxa Selic em 2020, de 4,50 para 4,25% ao ano. Para 2019 e 2021, contudo, as estimativas para a taxa básica de juros ficaram inalteradas em 4,50% e 6%, respectivamente.

Já a expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foi elevada de 2,08% para 2,17% em 2020, ficando inalterada para 2019, em 0,92%, e para 2021, em 2,50%. O ajuste ocorre após o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) mostrar uma recuperação mais firme da economia brasileira em setembro e depois de resultados de vendas do varejo e volume do setor de serviços superarem as previsões.

Houve alta também nas estimativas para a inflação em 2019, que subiram de 3,31% para 3,33%; as previsões para o indicador ficaram inalteradas em 3,60%, para 2020, e 3,75%, para 2021.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

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O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo;

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