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Tesouro Direto: taxas de títulos prefixados afundam nesta terça-feira

Mercado acompanhou a aprovação na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, de um crédito suplementar para que o governo cumpra a regra de ouro que deve aprovar 

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam queda no fechamento do pregão desta terça-feira (11).

Dentre as principais notícias do dia esteve a aprovação de um crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso, fundamental para que o governo cumpra a regra de ouro.

No exterior, o mercado monitorou as notícias de que os governos locais na China terão mais espaço para investir em infraestrutura e se contrapor às tarifas americanas.

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No Tesouro Direto, o papel prefixado com vencimento em 2025 oferecia retorno de 7,56% ao ano, ante 7,71% a.a. na abertura do dia. Já o título com vencimento em 2022 pagava uma taxa de 6,64% ao ano, ante 6,71% a.a. mais cedo. O investidor podia adquirir o papel hoje integralmente por R$ 667,44 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 33,37 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o investimento até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

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O movimento de queda nas taxas também era encontrado nos papéis indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2024 pagava a inflação mais uma taxa de 3,36% ao ano, ante 3,38% a.a. pela manhã. Já os títulos com vencimentos em 2035 e 2045 pagavam um prêmio anual de 3,89%, ante 3,90% a.a. no início do pregão.

Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta terça-feira:
Título VencimentoTaxa de Rendimento (a.a.)Valor MínimoPreço Unitário
Indexados ao IPCA 
Tesouro IPCA+ 202415/08/2024IPCA + 3,36%R$ 54,44R$ 2.722,24
Tesouro IPCA+ 203515/05/2035IPCA + 3,89%R$ 35,23R$ 1.761,77
Tesouro IPCA+ 204515/05/2045IPCA + 3,89%R$ 36,12R$ 1.204,12
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 202615/08/2026IPCA + 3,44%R$ 38,01R$ 3.801,54
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 203515/05/2035IPCA + 3,78%R$ 40,81R$ 4.081,64
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 205015/08/2050IPCA + 4,01%R$ 44,13R$ 4.413,76
Prefixados 
Tesouro Prefixado 202201/01/20226,64%R$ 33,93R$ 848,49
Tesouro Prefixado 202501/01/20257,56%R$ 33,37R$ 667,44
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 202901/01/20297,92%R$ 35,32R$ 1.177,51
Indexados à Taxa Selic 
Tesouro Selic 202501/03/2025Selic + 0,02%R$ 101,45R$ 10.145,08

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

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O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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