Renda fixa

Tesouro Direto: prêmios de títulos públicos ampliam alta na tarde desta quarta-feira

Investidores repercutiram dados de inflação e avanço da Covid-19 no Brasil

Calculadora e notas real
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam alta na tarde desta quarta-feira (18), com os investidores repercutindo dados de inflação e o avanço da Covid-19.

O título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava um prêmio anual de 2,92%, ante 2,85% ao ano na tarde de ontem. A taxa paga pelo mesmo papel com prazo em 2035, por sua vez, subia de 4,10% para 4,15% ao ano.

Entre os papéis com retorno prefixado, o com vencimento em 2026 oferecia uma taxa anual de 7,42%, ante 7,29% no pregão anterior. Já o prêmio do Tesouro Prefixado com juros semestrais 2031 avançava de 7,69% para 7,88% ao ano.

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Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quarta-feira (18):

Fonte: Tesouro Direto

Inflação e Covid-19 em alta

Entre os destaques do dia, o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) registrou alta de 3,05% na segunda prévia de novembro, acima do esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, de alta de 2,92%. De acordo com a FGV, a taxa foi puxada por preços no atacado, com um aumento de 3,98% influenciado pelas commodities.

Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 20,56% para 24,25%.

Ainda na cena doméstica, a atenção recaiu sobre o aumento do número de casos de coronavírus no país. Segundo aponta o jornal O Globo, as hospitalizações pela doença têm crescido e levado especialistas a discutirem a retomada de medidas de isolamento social.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, infectologistas alertam em carta que hospitais estão lotados e defendem a necessidade de lockdown em São Paulo.

No âmbito político, líderes do Congresso definiram ontem a pauta de votações das próximas semanas e decidiram deixar para depois do segundo turno das eleições o debate sobre projetos importantes da agenda econômica, como o que trata da revisão do Regime de Recuperação Fiscal, destaca o jornal O Globo.

Quadro internacional

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Na cena externa, além do avanço da Covid-19 no mundo, as atenções recaíram sobre números animadores no Japão.

Por lá, as exportações tiveram queda de apenas 0,2% em outubro, um patamar bem abaixo do esperado. A expectativa de economistas ouvidos pela agência internacional Reuters era de que haveria um recuo de 4,5%. As exportações foram impulsionados por demanda de carros pela China e pelos Estados Unidos.

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