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Costuma-se dizer que o Tesouro Direto e a Poupança são os dois investimentos mais seguros do mercado financeiro, mas você sabe exatamente quais são as principais diferenças entre duas das aplicações preferidas do brasileiro?
A preferência por essas modalidades pode ser vista em números: há R$ 46,7 bilhões aplicados em títulos públicos do Tesouro Direto, enquanto as cadernetas de poupança somam R$ 678,8 bilhões. A diferença entre elas ainda é grande, mas chama atenção a velocidade com a qual o Tesouro Direto vem caindo no gosto popular. Há apenas alguns anos, em 2010, o valor aplicado em títulos públicos ainda rondava os R$ 4 bilhões.
Para entender por que tantos investidores têm optado por migrar suas aplicações para Tesouro Direto, selecionamos abaixo as principais diferenças entre elas:
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Rendimento
Esse é o principal motivo que tem feito muitos investidores migrarem para o Tesouro Direto. Existem títulos públicos com diferentes indexadores, para perfis e objetivos bem distintos. São três grandes famílias de ativos: os prefixados, os pós-fixados atrelados ao IPCA mais uma taxa fixa e os pós-fixados atrelados à taxa Selic.
Para se ter uma ideia de valores, os prefixados chegavam a pagar até 9,9% para os títulos públicos com vencimento em 2027 no final de julho. Para prazos de vencimentos mais curtos, em 2020, a rentabilidade oferecida era de 8,7%.
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Os ganhos oferecidos na Poupança são menores: próximos a 7% ao ano. Nos últimos anos, quando a inflação acelerou para patamares bastante elevados, a rentabilidade das cadernetas de poupança chegou a ficar abaixo da alta dos preços na economia, enquanto os títulos públicos acompanharam o movimento de reajuste dos preços e pagaram mais. Isso significa que quem deixou o dinheiro aplicado na Poupança, no final das contas, conseguia comprar menos bens e serviços do que na época em que aplicou.
Possibilidade de ganhos superiores
O Tesouro Direto conta com uma particularidade: os preços dos títulos públicos mudam todos os dias. Se o investidor comprar um título público e o mantiver até a data de vencimento, sempre receberá o que foi combinado no momento da aquisição, mas se vender antecipadamente poderá ganhar muito mais ou até perder dinheiro, dependendo das condições de mercado.
Via de regra, o preço de um título público sobe quando as expectativas para as taxas de juros de mercado caem, e apresenta queda quando o contrário acontece. Esse mecanismo é o que fez alguns títulos públicos registrarem ganhos acima de 14% somente no acumulado deste ano.
Mas, para quem não gosta de oscilações de preços, os títulos públicos atrelados à taxa Selic apresentam pouca variação. Como o rendimento segue a taxa básica de juros da economia, não há risco de desvalorização nos preços dos títulos públicos, e por isso costuma ser mais indicado para perfis conservadores.
Tributação
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Aqui é onde a Poupança tem ampla vantagem, conquistando o lugar como um dos poucos investimentos no mercado com isenção do Imposto de Renda.
Enquanto isso, o Tesouro Direto segue o mesmo padrão da maioria dos investimentos no mercado financeiro, cobrando alíquotas sobre o lucro de acordo com o prazo de aplicação: 22,5% para períodos de até 180 dias, 20% entre 181 e 360 dias, 17,5% entre 361 e 720 dias e 15% após esse prazo.
Segurança
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Diferentemente do que muitos imaginam, o Tesouro Direto é mais seguro do que a Poupança. Isso acontece porque os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional, considerado o emissor de menor risco em todo o mercado. Ao comprar um título público, o Governo está em dívida com você, e por isso deve pagar todo o dinheiro aplicado mais a rentabilidade acordada.
Um eventual calote do Governo é improvável, uma vez que o Tesouro Direto representa porcentagem pequena no total de dívidas nacionais, e o não-pagamento geraria um efeito adverso considerável tanto na credibilidade do país quanto na popularidade dos políticos. O Tesouro Direto é um programa exclusivo para pessoas físicas, com quase 1,5 milhão de investidores cadastrados.
A caderneta de poupança carrega o risco de pagamento do banco que você aplicou, mas há a proteção para valores de até R$ 250 mil por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo que garante esse número por CPF e por instituição financeira.
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