Renda fixa

Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos recuam com possível fim do ciclo da Selic; prefixados oferecem até 12,10%

Taxas dos títulos atrelados à inflação também apresentam queda de até 13 pontos-base

Por  Bruna Furlani, Katherine Rivas -

As taxas dos títulos públicos operam em queda nesta quarta-feira (23), como reflexo da percepção do mercado de que o Banco Central deve parar de subir juros no curto prazo, aponta Flavio Serrano, economista-chefe da Greenbay Investimentos.

“O consenso do mercado indica mais uma alta de 100 bps em maio e um movimento adicional de 50 bps em junho”, avalia ele.

Segundo o economista-chefe da Greenbay, esta percepção manteve as taxas de juros mais curtas com pouca movimentação. Já nos títulos públicos, as taxas curtas recuavam até 11 pontos-base.

Na curva longa, o movimento também é de queda puxado pelo fluxo estrangeiro de investidores que está aplicando em taxas de juros no mercado futuro, destaca Serrano.

Os investidores monitoram dados do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) que será divulgado amanhã e a prévia da inflação (IPCA-15) que sai na sexta-feira, para entender os próximos movimentos da autoridade monetária.

Dentro do Tesouro Direto, as taxas dos títulos prefixados recuavam. A maior baixa era do Tesouro Prefixado 2033, com juros semestrais, que oferecia às 15h21 uma rentabilidade anual de 12,10%, abaixo dos 12,22% vistos ontem.

Enquanto o Tesouro Prefixado 2025 e o Tesouro Prefixado 2029 entregavam um retorno anual de 12,05% e 11,99% na última atualização desta quarta-feira (23), inferior aos 12,16% e 12,10% da sessão anterior.

Nos títulos atrelados à inflação, o movimento também é de queda nas taxas. A maior baixa é no Tesouro IPCA+ 2026 que apresentava uma rentabilidade real de 5,37%, abaixo dos 5,50% registrados ontem.

Os outros títulos indexados ao IPCA recuavam entre 9 e 10 pontos-base.

Confira os preços e as taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto que eram oferecidos na tarde desta quarta-feira (23): 

Radar externo

O governo do EUA concluiu oficialmente que Rússia cometeu “crimes de guerra” na Ucrânia.

A conclusão foi passada em comunicado pelo secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken: “hoje, posso anunciar que, com base nas informações atualmente disponíveis, o governo dos EUA avalia que membros das forças da Rússia cometeram crimes de guerra na Ucrânia”.

“Tal como acontece com qualquer crime alegado, um tribunal de justiça com jurisdição sobre o crime é responsável por determinar a culpa criminal em casos específicos”, escreveu. “O governo dos EUA continuará a rastrear relatos de crimes de guerra e compartilhará as informações que coletamos com aliados, parceiros e instituições e organizações internacionais, conforme apropriado. Estamos comprometidos em buscar a responsabilização usando todas as ferramentas disponíveis, incluindo processos criminais”.

Recentemente, antes dessas conclusões, o próprio presidente dos EUA, Joe Biden, chamou o presidente russo, Vladimir Putin, de “criminoso de guerra”, o que foi rechaçado pela diplomacia russa, como uma fala “irresponsável”

Inflação

O combate à inflação dificultará crescimento neste ano, afirmou o presidente Jair Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, Bolsonaro reconheceu não ser possível um crescimento sustentado sem controlar a elevação dos preços.

“O Brasil voltou a crescer. Após uma retração de 4,1% em 2020, uma das mais moderadas entre todos os países atingidos pela pandemia, nossa economia cresceu 4,6% em 2021”, disse Bolsonaro em pronunciamento gravado para um fórum empresarial realizado nos Emirados Árabes Unidos.

“A necessidade de controlar a inflação nos dificulta alcançar o mesmo resultado este ano. Sabemos que não há crescimento sustentado sem pleno controle da inflação. Estamos trabalhando com a cautela necessária para garantir a continuidade do crescimento ao longo dos próximos anos.”

 

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