Tesouro Direto: taxas dos títulos de inflação recuam para até 5,46% seguindo Treasuries

Enquanto isso, investidores monitoram prorrogação do Reporto e alternativas do governo aos vetos a emendas parlamentares

Leonardo Guimarães

Publicidade

As taxas dos títulos públicos operam em queda nesta quarta-feira (24), seguindo o movimento dos juros dos papéis do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries). A questão fiscal está, novamente, sob os holofotes do mercado. 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que a prorrogação do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto) até 2028 custará entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões

A declaração acontece um dia após o anúncio do programa “Nova Indústria Brasil”, que prevê R$ 300 bilhões em financiamentos e subsídios ao setor até 2026 e causou alvoroço no mercado financeiro, que questiona a capacidade do governo federal de cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2024. 

Oferta Exclusiva para Novos Clientes

Jaqueta XP NFL

Garanta em 3 passos a sua jaqueta e vista a emoção do futebol americano

Ainda na esfera fiscal, investidores monitoram articulação do governo Lula para apresentar alternativas aos parlamentares e evitar a derrubada de vetos do presidente a uma parte das emendas de comissão. 

No Tesouro Direto, as taxas dos prefixados operavam em queda. O Tesouro Prefixado 2026 pagava 9,75% na primeira atualização do dia, às 9h42, ante 9,80% no início da sessão de ontem. A taxa do Tesouro Prefixado 2029 caía de 10,49% para 10,42%. 

Os títulos atrelados à inflação também apresentavam queda nos juros. A rentabilidade real do Tesouro IPCA+ 2029 caía de 5,50% para 5,46%, enquanto a do Tesouro IPCA+ 2032 recuava de 5,55% para 5,52%. O papel com vencimento em 2045 entregava rentabilidade de 5,74% ante 5,71% na véspera. 

Continua depois da publicidade

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta quarta-feira (24):