Tesouro Direto: taxas avançam e títulos de inflação pagam até 5,93% acompanhando Treasuries

Juros dos títulos públicos seguiam o movimento de alta dos títulos do Tesouro americano
Imagem mostra notas de R$ 50 (Rmcarvalho/Getty Images)
Imagem mostra notas de R$ 50 (Rmcarvalho/Getty Images)

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As taxas dos títulos do Tesouro Direto avançam nesta segunda-feira (16). O mercado local segue o movimento dos juros americanos e repercute o boletim Focus do Banco Central.

Nos Estados Unidos, as taxas dos Treasuries (títulos do Tesouro americano) avançam. O rendimento do papel com vencimento em cinco anos subia de 4,64% para 4,68% por volta das 10h40. Já o juro do título de 30 anos avançava de 4,78% para 4,85%.

As altas acontecem após comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) indicando que talvez não haja necessidade de novos aumentos nos juros básicos se as taxas dos Treasuries seguirem em patamares altos.

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No cenário local, o destaque do dia é o Boletim Focus, divulgado pela manhã pelo Banco Central. O relatório mostrou que houve pouca variação nas estimativas de analistas para os principais indicadores econômicos. A projeção para o IPCA de 2023 foi exceção e caiu de 4,86% para 4,75%. As estimativas para o indicador de 2024 a 2026 permanecem as mesmas da semana passada.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), as projeções para 2023 (2,92%), 2024 (1,50%), 2025 (1,90%) e 2026 (2%), permaneceram estáveis.

No Tesouro Direto, os títulos de inflação pagavam juros reais de até 5,93% na primeira atualização do dia, às 9h21. A maior rentabilidade era oferecida pelo Tesouro IPCA+ 2045, que tinha taxa de 5,89%. Já o juro real do Tesouro IPCA+ 2055 subia de 5,86% para 5,90%, enquanto o do Tesouro IPCA+ 2032 saía de 5,63% para 5,69%.

Nos prefixados, o título para 2033 tinha rentabilidade anual de 11,83% ante 11,71% na sexta-feira (13). O juro do prefixado com vencimento em 2029 subia de 11,40% para 11,53%, enquanto o do Tesouro Prefixado 2026 avançava de 10,73% para 10,84%.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta segunda-feira (16):

América Latina deve ter ‘equilíbrio cuidadoso’ ao cortar juros, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um alerta de que a região da América Latina e do Caribe deve manter “um equilíbrio cuidadoso” na dosagem de corte de juros frente ao aumento dos riscos externos, mas também por pressões domésticas.

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Além do aumento das tensões geopolíticas, com as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, uma nova onda de turbulência nos mercados financeiros mundiais e pressões inflacionárias dentro e fora de casa, impulsionadas pela volatilidade nos preços das commodities, reforçam a necessidade de cautela na gestão dos juros, segundo relatório divulgado pela instituição, às margens de sua reunião anual, em Marrakesh, no Marrocos.

(Com Estadão Conteúdo)