Tesouro Direto: taxas dos títulos de inflação acompanham EUA e caem mesmo após IPCA 

Os juros dos prefixados também recuavam, com o papel que vence em 2031 pagando 11,80% ao ano ante 11,95% na quinta-feira

Leonardo Guimarães

(Foto: Joel Santana/Pixabay)
(Foto: Joel Santana/Pixabay)

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As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em queda nesta sexta-feira (9). O assunto do dia é a inflação acima do esperado em julho. Porém, os juros seguem queda generalizada nas taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. 

Com a economia norte-americana pagando menos, o Brasil não precisa ter juros tão altos para se tornar atrativo para os investidores globais, fator que ajuda a explicar a queda dos juros mesmo após os números de inflação. 

O IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,38% em julho, após alta de 0,21% em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 2,87% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%. O mercado esperava avanço de 0,35% no mês e de 4,47% na comparação anual.

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Apesar do dado completo levemente acima das expectativas, houve variações preocupantes de núcleos importantes do IPCA. Os preços de serviços subiram 0,75% e os de bens industriais, que vinham caindo, começam a apontar para cima. Alexandre Maluf, economista da XP, previa aceleração de 0,34% na média dos núcleos, mas o dado veio mais salgado, com alta de 0,43%.

No Tesouro Direto, a taxa do título de inflação com vencimento em 2055 de 6,10% na véspera para 5,99% na segunda atualização do dia, às 11h49. O juro real do Tesouro IPCA+ 2045 tinha forte queda de 6,19% para 6,03%. O papel mais curto, com vencimento em 2029, pagava 6,07% ante 6,11% ontem.

Os juros dos prefixados também caíam, com o papel que vence em 2031 pagando 11,80% ao ano ante 11,95% na quinta-feira. A taxa do Tesouro Prefixado 2035 caía de 11,77% para 11,59%. 

Confira as taxas e preços dos títulos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta sexta-feira (9):