Publicidade
SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos prefixados e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentavam leve recuo na tarde desta segunda-feira (15).
Dentre as principais notícias do dia, o mercado repercutiu o adiamento da votação do segundo turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados para agosto, após o recesso parlamentar, que se inicia nesta quinta-feira (18).
No âmbito econômico, as atenções se voltaram à divulgação mais recente do Boletim Focus, do Banco Central. A pesquisa semanal com instituições financeiras mostrou que o mercado reduziu pela 20ª vez consecutiva a previsão para expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2019, desta vez apenas de 0,82% para 0,81%. Para 2020, a expectativa também recuou, de um crescimento de 2,20% para 2,10%.
Oportunidade com segurança!
As projeções para a taxa Selic em 2019 e para o fechamento de 2020 foram mantidas em 5,50% e 6%, respectivamente. Já a previsão para a taxa de juros em dezembro de 2021 foi cortada de 7,5% para 7%.
Com relação às expectativas para a inflação, houve aumento de 3,80% para 3,82%, em 2019, e recuo de 3,91% para 3,90%, em 2020.
Ainda nesta manhã foi divulgado o índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que avançou 0,54% em maio na comparação com abril. Este foi o primeiro resultado positivo após quatro meses seguidos de queda. No trimestre encerrado em maio, o índice acumulou queda de 0,99%.
Continua depois da publicidade
Na cena externa, o mercado acompanhou a divulgação de dados da China, como do PIB, que cresceu 6,2% no segundo semestre de 2019, ante previsão de avanço de 6,3%. Já a produção industrial chinesa de junho subiu 6,3%, superando as expectativas de 5,3%. As vendas no varejo, por sua vez, tiveram alta de 9,8% no mês passado, acima das projeções de 8,4%.
Saia da poupança e faça seu dinheiro render mais: abra uma conta gratuita na Rico
No Tesouro Direto, o papel prefixado com vencimento em 2025 oferecia um retorno de 6,85% ao ano, ante 6,88% a.a. na abertura do dia. Já o título com juros semestrais e vencimento em 2029 pagava um prêmio anual de 7,18%, ante 7,21% ao ano anteriormente. O investidor podia adquirir o papel integralmente por R$ 1.189,47 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 35,68 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).
Os papéis indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por sua vez, apresentavam leve alta ou manutenção em suas taxas. É o caso dos títulos com vencimentos em 2035 e 2045, que pagavam a inflação mais 3,62% ao ano, ante 3,61 a.a. mais cedo. Já o Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2050 oferecia um retorno de 3,70% ao ano, ante 3,69% a.a. pela manhã.
| Título | Vencimento | Taxa de Rendimento (a.a.) | Valor Mínimo | Preço Unitário | ||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Indexados ao IPCA | ||||||
| Tesouro IPCA+ 2024 | 15/08/2024 | IPCA + 2,78% | R$ 56,20 | R$ 2.810,35 | ||
| Tesouro IPCA+ 2035 | 15/05/2035 | IPCA + 3,62% | R$ 36,85 | R$ 1.842,58 | ||
| Tesouro IPCA+ 2045 | 15/05/2045 | IPCA + 3,62% | R$ 38,77 | R$ 1.292,47 | ||
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 | 15/08/2026 | IPCA + 2,97% | R$ 39,17 | R$ 3.917,75 | ||
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 | 15/05/2035 | IPCA + 3,48% | R$ 42,29 | R$ 4.229,95 | ||
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 | 15/08/2050 | IPCA + 3,70% | R$ 46,55 | R$ 4.655,73 | ||
| Prefixados | ||||||
| Tesouro Prefixado 2022 | 01/01/2022 | 5,90% | R$ 34,73 | R$ 868,25 | ||
| Tesouro Prefixado 2025 | 01/01/2025 | 6,85% | R$ 34,83 | R$ 696,62 | ||
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 | 01/01/2029 | 7,18% | R$ 35,68 | R$ 1.189,47 | ||
| Indexados à Taxa Selic | ||||||
| Tesouro Selic 2025 | 01/03/2025 | Selic + 0,02% | R$ 102,02 | R$ 10.202,88 | ||
Fonte: Tesouro Direto
Baixo risco, liquidez e acessibilidade
O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.
Continua depois da publicidade
O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.
O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com uma alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).
Invista a partir de R$ 30 no Tesouro Direto com taxa ZERO: abra uma conta gratuita na Rico