Renda fixa

Tesouro Direto: confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta segunda-feira

Investidores monitoraram projeções do relatório Focus, no Brasil, e nova onda de contaminações pela Covid-19 ao redor do mundo

Crédito: Shutterstock

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto operavam sem direção definida na tarde desta segunda-feira (29), com o mercado de olho na possibilidade de mais um corte da taxa Selic e em uma contração ainda maior do que a esperada do PIB brasileiro em 2020, segundo o mais novo relatório Focus. Preocupações com o avanço do coronavírus no mundo também seguiam no radar.

Entre os indicadores domésticos, o Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta tarde, mostrou que o Brasil fechou 331.901 empregos com carteira assinada em maio.

O resultado é a diferença entre as contratações, que somaram 703.921, e as demissões, que totalizaram 1.035.822. Apesar de representar um fechamento nas vagas de trabalho, o resultado foi melhor do que o registrado em abril, quando o país fechou 860,5 mil vagas.

Já na cena política, o foco recaía sobre o depoimento de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual Flavio Bolsonaro e suspeito de operar um esquema de “rachadinha” no gabinete do parlamentar.

Mercado hoje

No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava uma taxa de 2,68% ao ano, ante 2,70% a.a. na tarde de sexta-feira (26). Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 4,15%, frente aos 4,12% a.a. pagos anteriormente.

Entre os papéis com retorno prefixado, o movimento era de queda nas taxas oferecidas. O juro pago pelo Tesouro Prefixado 2023 recuava de 4,17% para 4,12% ao ano, enquanto o prêmio oferecido pelo Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,41% para 6,35% ao ano nesta tarde.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta segunda-feira (29):

Fonte: Tesouro Direto

Selic a 2,00% ao ano em 2020

O relatório Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira apontou para um novo corte da Selic, de 0,25 ponto percentual, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto. O corte levaria a taxa básica de juros para um novo piso histórico, de 2,00% ao ano. Até a semana passada, o mercado projetava a Selic em 2,25% ao ano em dezembro.

Para 2021, contudo, a taxa básica subiria para 3,00%, segundo os economistas consultados pela autoridade monetária – a mesma previsão do relatório anterior.

Com o forte impacto da pandemia, o mercado financeiro vê agora uma contração de 6,54% do PIB, um pouco acima da queda de 6,50% estimada anteriormente. Já para 2021, a expectativa ficou estável em uma expansão de 3,5% da economia.

Com relação à inflação, houve leve alta na estimativa para este ano, de 1,61% para 1,63%, sem alterações na projeção de alta para 2021, com inflação de 3,00%.

Cena externa

No ambiente global, o coronavírus seguiu como a principal preocupação do mercado, depois de atingida a marca de 10 milhões de infectados e 500 mil mortos pela doença.

Nos Estados Unidos, contudo, dados econômicos mais fortes, como as vendas pendentes de imóveis, que subiram 44,3% em maio, bem como notícias sobre o desenvolvimento de uma vacina para combater a Covid-19 ofuscaram temores de uma segunda onda de contaminações pela doença no país.

Ontem, o grupo farmacêutico chinês China National Biotec Group (CNBG) informou que uma vacina contra o coronavírus foi capaz de imunizar todas as pessoas que receberam as doses. Participaram desta etapa 1.120 pessoas, sendo que todas produziram anticorpos contra o vírus da Covid-19.

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