Renda fixa

Tesouro Direto: Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quinta-feira

Taxa de desemprego no Brasil sobe para 12,2% no primeiro trimestre, pouco abaixo da expectativa do mercado, que via uma aceleração do indicador para 12,5%

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Em meio à cautela dos investidores antes do feriado de 1º de maio e com a piora da aversão ao risco no exterior, as taxas dos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam leve alta na tarde desta quinta-feira (30).

Entre os títulos indexados à inflação, o com vencimento em 2035 pagava uma taxa de 4,30% ao ano, ante 4,28% a.a. na tarde de quarta-feira (29). O papel com juros semestrais e prazo em 2030 oferecia um prêmio anual de 3,80%, ante 3,77% a.a. anteriormente.

Com relação aos papéis prefixados, o papel com vencimento em 2023 pagava 4,87%, ante 4,86% a.a. ontem. Já o Tesouro Prefixado 2026 pagava uma taxa anual de 7,09%, ante 7,08% a.a. no último pregão.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quinta-feira (30):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Entre os destaques do dia, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pela manhã, mostrou que a taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,2% no trimestre encerrado em março, atingindo 12,9 milhões de pessoas. O resultado ficou levemente abaixo da expectativa do consenso Bloomberg, que estimava uma aceleração do indicador para 12,5%. No trimestre móvel até fevereiro, a taxa foi de 11,6%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população fora da força de trabalho (67,3 milhões de pessoas) foi recorde da série iniciada em 2012, com altas de 2,8% (mais 1,8 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior, e de 3,1% (mais 2,0 milhões de pessoas) na comparação com o mesmo trimestre de 2019.

No cenário externo, a agenda de indicadores também esteve no foco dos investidores. Nos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada foi de 3,84 milhões e, apesar de desacelerar em relação à semana anterior, ficou levemente acima da expectativa mediana dos economistas compilada pela Bloomberg, que apontava para 3,5 milhões de pedidos.

Com o resultado, o total de pedidos de auxílio-desemprego na maior economia do mundo em seis semanas, desde o início da crise de coronavírus, superou 30 milhões.

Já na zona do euro, o PIB foi fortemente afetado pela Covid-19 e teve uma retração de 3,8% no primeiro trimestre – o pior resultado desde 1995. Na França, a contração foi ainda maior, de 5,8%, a maior desde 1949.

Hoje, mercados também acompanharam a reunião do Banco Central Europeu (BCE), que decidiu manter as principais taxas de juros inalteradas em meio à profunda crise econômica da região, afirmando ainda que está pronto para aumentar seu programa de estímulos se for necessário.

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