Avanço na renda fixa

Tesouro Direto: com alta generalizada de preços em julho, títulos públicos sobem até 8% em 2020

Papéis com retornos indexados à inflação se destacaram no mês, especialmente o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045, com apreciação de 14,8% em julho

SÃO PAULO – Os títulos públicos negociados via Tesouro Direto, programa de compra e venda dos papéis dirigido ao investidor pessoa física, encerraram o mês de julho com alta generalizada de preços.

Às vésperas de uma nova e provavelmente última queda da taxa Selic, os prêmios pagos pelos papéis foram ainda mais reduzidos, o que levou todos os títulos atualmente disponíveis para compra a registrarem alta acima da variação do CDI no último mês (0,19%).

O destaque do período ficou com papéis com retornos indexados à inflação de mais longo prazo, especialmente o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045, que apresentou apreciação de 14,8% em julho. O mesmo papel com prazo equivalente a 2035 ainda teve alta de 8,9%.

No acumulado de 2020, a atenção recai sobre o Tesouro Prefixado com vencimento em 2023, com alta de 8,12%, que ainda mostra apreciação de 12,4% em 12 meses, também bem acima do CDI (4,21%).

Confira a seguir como se comportaram os títulos públicos disponíveis para novos investimentos em julho, no acumulado do ano e em 12 meses, quando os dados estiverem disponíveis. O único papel não considerado no levantamento foi o Tesouro Selic, dado que seu retorno segue a variação da Selic, portanto, sem grandes oscilações diárias.

Vale lembrar que o investidor só terá as perdas ou os ganhos apontados se efetivamente vender os papéis antecipadamente. Se carregá-los até o vencimento, o retorno vai respeitar as taxas e as condições contratadas no momento de aquisição dos títulos.

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