Publicidade
As taxas do Tesouro Direto recuam de forma generalizada nesta quarta-feira (26), após o IPCA-15 de agosto registrar deflação de 0,40%, resultado mais forte do que a queda de 0,30% esperada pelo mercado em pesquisa da Reuters. Em 12 meses, a prévia da inflação acumula alta de 4,24%, também abaixo da projeção de 4,34%.
Nos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 caiu de 14,13% na terça-feira para 14,06% nesta manhã, e o Prefixado 2032 recuou de 14,50% para 14,43%, ambos com queda de 7 pontos-base. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi de 14,50% para 14,44%.
Nos títulos de inflação, o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 registrou a maior queda do grupo, de 7 pontos-base, saindo de 7,70% para 7,63%. O IPCA+ 2050 recuou de 7,29% para 7,23%, o IPCA+ 2032 caiu de 8,00% para 7,95%, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 foi de 7,48% para 7,43%, o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 recuou de 7,34% para 7,29%, e o IPCA+ 2040 caiu de 7,48% para 7,44%.
O principal responsável pelo resultado do IPCA-15 foi a energia elétrica residencial, que recuou 6,25% e respondeu sozinha por um impacto de 0,26 ponto percentual no índice, por causa da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto. O grupo Habitação caiu 1,41%, seguido por Transportes, com queda de 1,00%, puxado pelo recuo de 13,30% nas passagens aéreas, e por Alimentação e bebidas, que cedeu 0,57%.
J. R. Faria, diretor da Wagner Investimentos, pondera que o alívio tem origem em um evento não recorrente, já que o bônus proporcionou desconto de aproximadamente 8% nas contas de consumidores que gastam até 350 kWh por mês. Ainda assim, ele destaca que a média dos núcleos subiu apenas 0,23%, que houve nova deflação em alimentos no domicílio e nos preços livres, e que a difusão ficou pouco acima de 52%, o que considera um bom sinal. “Importante comentar que praticamente chegamos ao final do período de sazonalidade favorável para inflação e difusão mais baixas. Assim, será relevante acompanhar os números para frente”, pondera Faria.
Leonardo Costa, economista do ASA, afirma que o resultado sugere viés de revisão para baixo na projeção da casa para o IPCA cheio de agosto, atualmente em -0,17%. “Apesar da surpresa baixista estar concentrada em itens mais voláteis, o balanço qualitativo segue benigno no curto prazo”, reforça. “Os núcleos vieram melhores do que o esperado, embora tenha havido aceleração dos serviços subjacentes na margem”.
No exterior, o núcleo do índice de preços PCE, medida de inflação preferida do Federal Reserve, subiu 0,2% em julho, dentro do esperado. O dado saiu após a primeira atualização das taxas do Tesouro Direto e ainda não estava refletido nos preços desta manhã.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h22 desta quarta-feira (26):
| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Reserva 2036 | SELIC | 01/01/2036 |
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,073% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 14,06% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 14,43% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 14,44% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,95% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,63% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,44% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,43% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 7,23% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,29% | 15/08/2060 |