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As taxas do Tesouro Direto abrem em alta nesta segunda-feira (28), com os prefixados à frente do movimento, em sessão marcada pelo petróleo em forte alta, pelos juros americanos nas máximas de décadas, pelo Boletim Focus e por nova pesquisa eleitoral.
O Tesouro Prefixado 2029 teve a maior alta do dia, de 8 pontos-base, subindo de 13,85% no fechamento de sexta-feira para 13,93% nesta manhã. O Prefixado 2032 avançou 7 pontos, de 14,08% para 14,15%. Entre os títulos de inflação, o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 subiu 6 pontos, de 7,49% para 7,55%, variação idêntica à do Prefixado com Juros Semestrais 2037, que foi de 14,06% para 14,12%. Os demais vencimentos tiveram altas menores.
O petróleo abre a semana em forte alta. Os contratos futuros do Brent subiam cerca de 3,75%, a US$ 108,23 por barril, e o WTI avançava 2,85%, a US$ 95,97, segundo o InfoMoney, depois de o governo americano rejeitar uma proposta temporária do Irã que previa a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias, em troca da suspensão imediata das sanções ao petróleo iraniano e da liberação de ativos congelados de Teerã.
Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, avalia que a recusa reflete a resistência de Washington aos termos propostos pelo Irã para uma redução gradual das tensões no Oriente Médio. “Isso acabou frustrando as expectativas iniciais do mercado em relação a uma possível retomada mais forte das exportações de petróleo por importantes players produtores ali da região do Golfo Pérsico”, afirma.
Segundo ele, o mercado também precifica o risco de menor oferta saudita pelo Mar Vermelho, já que o oleoduto Leste-Oeste foi atingido por ataques dos houthis na semana passada e segue em retomada gradual, e a Arábia Saudita interceptou dois mísseis do grupo no fim de semana. Em sentido oposto, as exportações de petróleo bruto dos principais produtores do Oriente Médio chegaram a 12,8 milhões de barris por dia em setembro, o maior nível desde o início da guerra, em fevereiro, segundo dados preliminares da Kpler.
No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano seguem em alta e em patamares de décadas. Nesta manhã, o título de 30 anos avançava 2 pontos-base, a 5,529%, e o de 2 anos subia mais de 5 pontos, a 4,916%. O papel de 10 anos atingiu na quinta-feira a maior taxa desde junho de 2007, e o de 30 anos chegou a níveis não vistos desde 2004.
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No plano doméstico, o Boletim Focus divulgado nesta manhã trouxe elevação na projeção de inflação para 2026, de 4,92% para 4,99%. As estimativas para câmbio e juros não tiveram mudanças relevantes: o dólar projetado para o fim do ano permaneceu em R$ 5,20, e a Selic esperada para o mesmo período seguiu em 13,50%.
No cenário eleitoral, a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda mostrou Lula com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 44% de Flávio Bolsonaro, empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h26 desta segunda-feira (28):
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| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Reserva 2036 | SELIC | 01/01/2036 |
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,0761% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 13,93% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 14,15% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 14,12% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,69% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,55% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,32% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,35% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 7,18% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,22% | 15/08/2060 |