Tesouro Direto: taxas recuam com ata do Copom e dólar em nova queda

Ata do Copom destacou risco maior de impactos permanentes da guerra nas cadeias produtivas, mas dólar cai e alivia prêmios na curva

Equipe InfoMoney

Notas de dólar
19/03/2025
REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Notas de dólar 19/03/2025 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa

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As taxas do Tesouro Direto abrem em leve recuo nesta terça-feira (5), com os prefixados e os títulos de inflação cedendo de forma contida após a publicação da ata da última reunião do Copom. O dólar em queda, abaixo de R$ 5, contribui para o movimento de fechamento.

Nos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 recuou 5 pontos-base para 13,81%, de 13,86% no fechamento de segunda-feira. O Prefixado 2032 foi negociado a 13,92%, de 13,97%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu para 13,98%, de 14,03%, permanecendo próximo à marca de 14% ao ano.

Nos títulos de inflação, o recuo foi mais modesto. O Tesouro IPCA+ 2032 foi negociado a 7,65%, de 7,68%, e o IPCA+ 2037 com juros semestrais caiu para 7,42%, de 7,45%. O IPCA+ 2045 com juros semestrais recuou para 7,17%, de 7,20%, enquanto o IPCA+ 2050 operou praticamente estável em 6,94%.

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A ata do Copom, divulgada pela manhã, trouxe tom de cautela reforçada em relação ao conflito no Oriente Médio. O comitê considerou que a demora na resolução do conflito, com informações incompletas e contraditórias, aumenta a probabilidade de impactos mais duradouros para as cadeias de produção e distribuição. O BC também avaliou que a duração do conflito pode ter sido suficiente para materializar alguns dos riscos mapeados, sendo o mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028.

O documento marca o segundo Copom consecutivo em que o comitê debateu alterações mais amplas no balanço de riscos para a inflação. Na reunião de 29 de abril, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,50% ao ano, numa decisão unânime que o mercado já esperava. A ata reafirmou o compromisso do Banco Central em combater os efeitos de segunda ordem do choque de oferta do petróleo, sinalizando que o ritmo do ciclo de afrouxamento seguirá dependente da evolução do conflito.

O dólar recua para o entorno de R$ 4,94 na sessão, com o Banco Central realizando leilão de swap cambial para rolagem do vencimento de junho, movimento que alivia parte dos prêmios embutidos na ponta mais longa da curva.

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Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h25 desta terça-feira (5):

TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0821%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202913,81%01/01/2029
Tesouro Prefixado 203213,92%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203713,98%01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,65%15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,42%15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,13%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,17%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 6,94%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,11%15/08/2060