Dúvida do leitor

Tenho R$ 50 mil; qual a melhor aplicação para este dinheiro render mais?

Adriana Servilha Pelegrina de Freitas, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney

Pergunta

Tenho 35 anos e R$ 50 mil na poupança. A partir de junho vou conseguir guardar R$ 2 mil todo mês. Quais as melhores aplicações com retorno a longo prazo? Renda fixa, fundo de ações?

Leitor: Adriano

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Resposta de Adriana Servilha Pelegrina de Freitas, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF

Adriano,

Primeiramente quero parabenizá-lo pelo esforço em poupa , pois é preciso bastante disciplina e adiamento do consumo.

Há muitas opções de investimento de longo prazo e o mais importante para tomar uma boa decisão é definição do objetivo (qual a finalidade do montante) e de perfil de risco (se você está disposto a correr mais risco em busca de possibilidade de retorno maior).

Como não temos exatamente o prazo que você gostaria de fazer os aportes para o acúmulo dos recursos e o seu apetite para risco, vamos assumir alguns cenários diferentes para facilitar o seu planejamento.

Se o seu horizonte for de até 5 anos e para um perfil conservador, recomendamos como alternativas alocações em ativos indexados ao CDI, fundos de Renda Fixa e Títulos do Tesouro Direto. Para uma fatia do investimento, algo entre 30% a 40% procure ativos pós-fixados como LCIs e LCAs que atualmente são isentos de imposto de renda. Esse tipo de investimento lhe garantirá retornos com baixa volatilidade e risco, além de proporcionar um nível de liquidez maior, caso surjam emergências. Sugiro também o aporte em ativos com taxa prefixada, como as Letras do Tesouro IPCA (NTN-B) que garantem uma remuneração prefixada mais a inflação medida pelo IPCA, recomendamos que você mantenha os títulos até o vencimento, pois caso você venda antecipadamente, a negociação será efetivada pelo valor de mercado.

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Se o seu horizonte for acima de 10 anos recomendamos diminuir a parcela pós fixada e elevar a participação em Letras do Tesouro IPCA (NTN-B) com um mix de notas com diferentes vencimentos. Além de uma parcela em renda variável, que você pode fazer comprando ETFs que são fundos de índices e suas cotas são negociadas em Bolsa da mesma forma que as ações. Esses Fundos de Índices são uma excelente forma de diversificar risco e setores da Economia, como: o imobiliário, de consumo, de instituições financeiras, entre outros.

Aqui vai uma dica: você pode iniciar com um percentual maior de alocação em renda variável e ir diminuindo essa participação ao longo do tempo.

Boa sorte!

Adriana Servilha Pelegrina de Freitas é planejadora financeira pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações.

Perguntas devem ser feitas no e-mail onde_investir@infomoney.com.br